Multa milionária atinge Google após condenação sobre disparidade entre mulheres e homens

O Google foi condenado a pagar multa após perder um caso de discriminação de gênero envolvendo mais de 15.000 mulheres. Segundo o comunicado de imprensa que anuncia o acordo, a empresa ainda será obrigada a ter um economista do trabalho de fora, para avaliar seus procedimentos de recrutamento e fazer estudos de equidade salarial.

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Google foi condenado
Google foi condenado por discriminação de gênero  (Imagem: EKATERINA BOLOVTSOVA)

Google foi condenado por racismo e discriminação

O Google foi condenado a pagar US $118 milhões após perder um caso de discriminação de gênero envolvendo cerca de 15.500 mulheres

Três mulheres entraram com a queixa em 2017 alegando que a corporação estava pagando menos às funcionárias, violando a Lei de Igualdade de Salário da Califórnia, alegando uma disparidade de remuneração de cerca de US $17,000.

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No processo, o Google foi acusado de forçar suas trabalhadoras a seguirem carreiras menos remuneradas, resultando em salários e incentivos mais baixos do que seus pares masculinos. No ano passado, os queixosos receberam o status de “ação coletiva”.

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Essa não é a primeira vez que a empresa é suspeita de má prática com seus funcionários. O Google já havia perdido uma causa, onde foi acusado de pagar mal as suas engenheiras e ignorar aplicações de emprego de pessoas asiáticas. Na ocasião, a gigante dos anúncios encerrou o caso pagando US $2,5 milhões.

O Departamento de Emprego Justo e Habitação da Califórnia (DFEH) também está investigando alegações de possível assédio e discriminação contra funcionárias negras da corporação.

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Como uma mulher que passou toda a sua carreira na indústria de tecnologia, estou otimista de que as ações que o Google concordou em tomar como parte deste acordo garantirão mais equidade para as mulheres (…) O Google, desde sua fundação, liderou a indústria de tecnologia. Eles também têm a oportunidade de liderar a tarefa de garantir inclusão e equidade para mulheres na tecnologia”, disse Holly Pease, uma das responsáveis pelas queixas no caso.

O caso ainda não está encerrado e os detalhes do acordo ainda deverão passar por um tribunal em uma audiência marcada para 21 de junho, para receber a autorização jurídica final.

Embora acreditemos firmemente na equidade de nossas políticas e práticas (…) depois de quase cinco anos de litígio, ambos os lados concordaram que a resolução do assunto, sem quaisquer admissões ou descobertas, era de responsabilidade de todos. melhor interesse, e estamos muito satisfeitos por chegar a este acordo“, disse o Google em comunicado.

A empresa também afirmou tratar os seus funcionários da maneira mais justa o possível e qualquer irregularidade encontrada resultará em reajustes salariais onde o menor salário será ajustado para cima, se igualando ao maior.

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Caso comum entre as big techs

Este tipo de ação, resultante de acusações de discriminação de gênero, tem se tornado bem comum na última década, principalmente em empresas como a Microsoft e o Twitter.

A Oracle também está enfrentando uma ação coletiva alegando remuneração desigual, mas o grupo de mulheres que processa a corporação provavelmente perderá o status de ação coletiva devido ao fato de o juiz ter julgado a ação “incontrolável para prosseguir com o julgamento”.

Outras grandes empresas, como Apple e Riot Games, também foram acusadas de disparidade salarial.

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