NASA vai atirar contra o maior satélite natural do sistema solar em missão final de equipamento

A espaçonave da NASA Europa Clipper pode colidir no final da missão com a lua de Júpiter, Ganimedes, o maior satélite do sistema solar. A medida foi adotada para gerar economia no orçamento e proteger a lua mais frágil, a Europa.

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Ilustração da Europa Clipper. (Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/Site Space)
Ilustração da Europa Clipper. (Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/Site Space)

Geralmente, missões como essa são realizadas no chamado espaço profundo e são apenas viagens de ida. Com a investigação de uma hipótese para a vida na lua gelada de Júpiter, a missão pode acabar com esse acidente intencional, se tornando um experimento.

Segundo o artigo do site Space, a ideia inicial era que a espaçonave mergulhasse em Júpiter, não em Ganimedes ou Calisto, às duas luas de Júpiter, conforme explicado por Bob Pappalardo, cientista do projeto da missão Europa Clipper.

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“O alvo de descarte foi Júpiter, mas economiza propelente, é mais eficiente, se entrarmos em Ganimedes ou Calisto, como nosso alvo de descarte”

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Essa “mudança de percurso” não foi uma surpresa para a equipe, mas faz parte da medida adotada que visa trazer redução no orçamento através da vida útil da espaçonave. Outra decisão que faz parte da contenção é a diminuição dos sobrevoos da Europa Clipper, indo para 49, o que anteriormente seriam 53.

Por que Ganimedes foi selecionada para colidir com a Europa Clipper?

A ideia por trás da decisão é ligar o “descarte” da Europa Clipper com as observações de outra missão, que atualmente trabalha em Ganimedes, a JUICE.

“Se a missão JUICE ainda estiver na órbita de Ganimedes no momento do descarte da Clipper, há potencial para os instrumentos JUICE observarem esse impacto e aprenderem sobre as propriedades de Ganimedes dessa maneira”, acrescentou, dizendo que a missão estudará todas as três luas geladas da Galiléia.

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Não é a primeira vez que uma espaçonave é destruída no fim de sua missão para observações

Em 2003, a espaçonave Galileo, da NASA, também precisou mergulhar em Júpiter pelo risco de colidir com a Europa. Após ficar sem combustível, ela acabou se tornando incontrolável, podendo causar a colisão e até contaminar a lua ou outras formas de vida contidas nela.

Depois disso, outras missões tiveram espaçonaves destruídas intencionalmente: ou por algum impacto em uma atmosfera, ou para preservar possíveis ambientes vitais.

Outro exemplo de uma destruição de espaçonave pode fazer parte da missão de coleta científica, como o Deep Impact da NASA, que propositalmente atingiu um cometa para  que cientistas pudessem estudar a sua composição.

No caso da Europa Clipper, sua colisão intencional em Ganimedes ou Calisto, também foi projetada para proteger Europa, sendo uma lua mais frágil. As hipóteses são de que a Europa possa ter um oceano subterrâneo, ingredientes para sustentar a vida como conhecemos.

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