Polícia virtual pode patrulhar tráfico de pessoas no metaverso

Estamos cada vez mais perto do universo de Cyberpunk 2077 e que perigos podemos esperar sobre isso? A novidade é que polícia virtual pode patrulhar tráfico de pessoas no metaverso. A nova modalidade de segurança seria proposta para atuar no novo universo digital.

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Homem usando equipamento de realidade virtual (Imagem: Minh Pham/Unsplash)
Os potenciais crimes dentro do metaverso podem crescer rapidamente (Imagem: Minh Pham/Unsplash)

Necessidade de polícia virtual no metaverso seria para prevenir crimes ligados ao tráfico de pessoas

Este é o principal argumento mantido, como alerta, por especialistas no combate ao crime de tráfico humano, segundo um artigo recente publicado pelo South China Morning Post. O autor do artigo é um especialista na modalidade de crime, Matthew Friedman, que fez as considerações.

O resumo do pensamento do especialista, além do policiamento necessário no metaverso é que “os usuários precisam ser educados sobre o potencial do tráfico humano”. Quanto a fiscalização sobre possíveis ameaças, o especialista é enfático ao afirmar:

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“Para que esse mundo (metaverso) seja seguro, a polícia online pode ser obrigada a patrulhar os ambientes e detectar violações dos direitos humanos, antes de confrontar os abusadores na vida real.”

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Especialista nos casos de tráfico humano com larga experiência

Matthew Friedman sabe sobre o assunto abordado, isso é fato. Atualmente, é diretor-executivo do The Mekong Club, organização de combate ao tráfico de pessoas na Ásia, área de grande incidência da modalidade criminal.

Para o especialista, as empresas na vanguarda do metaverso como a Meta e Microsoft, precisarão de ajuda de muitas organizações para adotar formas de mitigar a criminalidade dentro de seus novos “mundos virtuais”.

O crime de tráfico de pessoas é real, mas diversas outras modalidades de violência podem ser praticadas dentro do metaverso, assédio sexual verbal, ameaças, tudo aquilo que pode trazer graves consequências psicológicas para as vítimas.

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Potencialidade criminal começa com fatos menores, mas pode evoluir rapidamente

Em seu artigo, Martin traz o relato sobre a experiência traumática vivida por uma mulher em um ambiente de realidade virtual. O nome da vítima em questão é Nina Jane Patel, que relatou ter sido cercada por avatares masculinos que executavam gestos de ordem sexual e assédio verbal dentro do Horizon Venues.

Com indignação, ela publicou seu relato no grupo oficial do Horizon Venues no Facebook:

“Assédio sexual não é brincadeira na internet regular, mas estar em realidade virtual adiciona outra camada que torna o evento mais intenso.”

Se nos momentos iniciais da nova tecnologia, usuários já apresentam essa modalidade comportamental potencialmente criminosa, o que podemos esperar da evolução do metaverso sem uma supervisão? Segundo o especialista, um aumento na potência das ofensas criminais praticadas.

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