ANAC volta a prorrogar a regulamentação do setor dos drones

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A semana passada a diretoria da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) reuniu e um dos temas em pauta era a regulamentação de drones para fins comerciais mas, uma vez mais, a decisão foi postergada. Após esse novo adiamento, os empresários do setor decidiram se organizam para sensibilizar a agência e pedem mais agilidade na formalização das regras para impulsionar o promissor mercado de drones.

A regulamentação da ANAC para uso de drones com fins comerciais está em andamento há quase 3 anos mas tal como em vários locais do mundo continua não existindo ainda uma finalização dessa regulamentação, apesar do empenho da equipe técnica da Agência. Na reunião que ocorreu dia 4, um dos membros pediu vistas ao projeto frustrando que qualquer decisão final fosse tomada.

“A regulamentação da ANAC elevará o setor a um novo patamar, priorizando segurança jurídica e das operações e proporcionando demandas por projetos maiores. O mercado de trabalho é outro positivo, uma vez que a regulamentação permite a abertura de centenas de novas empresas e a geração de milhares de oportunidades de trabalho de alto valor agregado”, afirma Emerson Granemann, um dos idealizadores da DroneShow Latin America.

“A demora na regulamentação, prejudica também os usuários que buscam mais produtividade, rapidez e segurança em seus projetos. Além disso um setor regulamentado permite valorizar as empresas e profissionais que atuam com seriedade frente iniciativas amadoras que geram produtos de baixa qualidade e que podem gerar riscos sérios de segurança”. É importante destacar que no Brasil a regulamentação do setor aéreo é dividida pela ANAC e pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo). Por parte do DECEA, tudo que poderia ser feito dentro de suas atribuições constitucionais foi feito, todos aguardam agora a posição da ANAC”, acrescenta o executivo.

A verdade é que a tecnologia dos drones tem um grande potencial, existindo já casos de uso em resgates de pessoas, ajuda em fogos, monitoramento de plantações, entregas de encomendas, entre outros e a regulamentação irá trazer, certamente, outro impulso ao setor.


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