Alemanha pede que cidadãos não usem antivírus Kaspersky

A autoridade de segurança cibernética da Alemanha alertou contra o uso do antivírus da empresa russa KasperskyO Escritório Federal de Segurança da Informação (BSI) emitiu a declaração por causa do conflito existente entre Rússia e Ucrânia.

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Alemanha pede que cidadãos não usem antivírus russo Kaspersky
Imagem: Divulgação | Kaspersky

“As empresas russas de tecnologia da informação podem ser espionadas ou forçadas a lançar ataques cibernéticos”, alega o BSI.

De acordo com a BBC, a Kaspersky respondeu que o alerta foi “feito por motivos políticos” e que a empresa não possuía vínculos com o governo russo.

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Kaspersky pode monitorar usuários sem autorização da empresa

O BSI não alegou problemas atuais com os produtos da Kaspersky, mas disse que o conflito na Ucrânia e as ameaças russas contra a União Européia, a Otan e a Alemanha trouxeram consigo o risco de ataques cibernéticos.

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“Um fabricante russo de TI pode realizar operações ofensivas por si mesmo, ser forçado contra sua vontade a atacar sistemas alvo, ser espionado como vítima de uma operação cibernética sem seu conhecimento ou como ferramenta para ataques contra seus próprios clientes”, alerta o comunicado.

O BSI recomenda que o antivírus seja substituído por alternativas tomando todo cuidado, para evitar o enfraquecimento das defesas. Em 2017, o presidente Donald Trump assinou uma legislação que proíbe o uso do software dentro do governo dos EUA.

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No mesmo ano, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido anunciou que escreveria para todos os departamentos governamentais, alertando contra o uso de produtos Kaspersky para sistemas relacionados à segurança nacional.

Após o aviso do BSI, o porta-voz do clube de futebol do Eintracht Frankfurt, Axel Hellmann, disse ao Bloomberg: “Notificamos a administração da Kaspersky de que estamos rescindindo [nosso] contrato de patrocínio com efeito imediato. Lamentamos muito o desenvolvimento.”

A empresa garante que buscará esclarecimentos do BSI sobre sua decisão pois ela “não foi baseada em uma avaliação técnica dos produtos Kaspersky”, e como resolver suas preocupações.

Como uma empresa privada global de segurança cibernética a Kapersky “não tem vínculos com a Rússia ou qualquer outro governo” e sua infraestrutura de processamento de dados está localizada na Suíça desde 2018.

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A empresa garante que “a segurança e integridade de nossos serviços de dados e práticas de engenharia foram confirmadas por avaliações independentes de terceiros”. “Acreditamos que o diálogo pacífico é o único instrumento possível para a resolução de conflitos, e a guerra não é boa para ninguém”, concluiu a empresa.

Comentários semelhantes teve o fundador Eugene Kaspersky há duas semanas o qual foi alvo de fortes críticas.

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