Allan dos Santos faz apelo no YouTube após perder canais

O blogueiro Allan do Santos, que teve todas as suas contas bloqueadas em outubro de 2021, voltou a divulgar o seu canal no YouTube. Desde o último domingo (8), que o bolsonarista postou três vídeos na plataforma.

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fake news
Allan dos Santos foi acusado de disseminar conteúdo falso e antidemocrático (Imagem: Pixabay)

As contas de Allan foram bloqueadas depois da determinação de Alexandre Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. O canal foi titulado como Terça Livre e conta em média de 13 mil seguidores.

Além de divulgar o canal, Santos também pediu doações aos seguidores. Em fevereiro deste ano ele voltou com sua conta do Instagram, que agora está ativa e conta com mais de 76 mil seguidores.

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Sobre o canal Terça Livre, o portal G1 entrou em contato com o YouTube questionando a autoria da página, uma vez que o blogueiro é considerado foragido da justiça e teve até a prisão decretada no final de 2021.

Allan dos Santos é investigado por fake news

O blogueiro Allan dos Santos é carioca, tem 39 anos, e é um dos aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro e da sua família. Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) no que tange a disseminação de conteúdo falso, as chamadas fake news e de financiar atos antidemocráticos.

Em 2021, ele havia deixado o Brasil e foi para os Estados Unidos com o visto vencido. No primeiro vídeo postado em seu novo canal, Allan afirma que não vê a família há dois anos e pede doações para os seguidores.

“Nesses dias difíceis é importante você tomar uma atitude. A minha é sempre continuar lutando pela liberdade, lutando pelo jornalismo livre”, afirmou.

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Em outro vídeo, somente com trilha sonora e texto, o youtuber conta que depois que suas contas foram bloqueadas ele não consegue mais receber ajuda para o tratamentoneuro-motor de sua filha.

O plenário virtual do STF havia suspendido o julgamento que tenta reverter a prisão preventiva do blogueiro e o processo corre sob sigilo na Corte. Cinco ministros já tinham votado para manter a prisão e Edson Fachin, o relator da ação, declarou que há jurisprudência na que não admite questionamentos contra decisões monocráticas de ministros do Supremo.

Para Fachin, a defesa “não trouxe argumentos aptos a infirmar a decisão atacada, que negou seguimento ao habeas corpus”. Junto com o ministro teve Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Alexandre de Moraes, que se declarou impedido.

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