Amazon pode responder processo por mentir ao Congresso americano

Nem as grandes empresas estão a salvo contra os “braços” da justiça americana. A Amazon pode responder um processo por mentir ao Congresso americano. Os motivos foram revelados pela imprensa norte-americana nesta semana.

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Fachada da Amazon (Imagem: Yender Gonzalez/Unsplash)
As investigações do Congresso são contra ações antitruste (Imagem: Yender Gonzalez/Unsplash)

Não é uma boa opção mentir para a Justiça em nenhuma circunstância e nem, principalmente, para o Governo norte-americano em investigações feitas pelo seu Congresso. A punição pode ser severa.

É o que pode acabar acontecendo com a gigante de tecnologia Amazon por dar informações, no mínimo, controversas aos parlamentares. Toda a questão envolvendo a multinacional se dá sobre as investigações antitruste feitas pelo Congresso americano, no ano de 2019 e 2020.

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Segundo a CNN, os membros do Comitê Judiciário da Câmara, em carta ao procurador-geral Merrick Garland na última quarta-feira (9), sugerem dois pontos:

“A Amazon mentiu através do testemunho juramentado de um executivo sênior; se envolveu em um padrão e prática de conduta enganosa”

O Comitê afirma suspeitar que essa tenha sido uma estratégia da empresa para “influenciar, obstruir ou impedir” o bom andamento das investigações a cargo do Congresso.

É uma situação potencialmente danosa para a gigante da tecnologia, ao passo que ela está buscando liberação para uma nova aquisição, a MGM. 

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Outras empresas de tecnologia estão na mira além da Amazon

Outras empresas estão sob forte investigação há um tempo pelo mesmo motivo. O governo americano está de olho e tentando criar leis para impedir possíveis “monopólios digitais”.

Segundo a CNN, em 2020, o painel antitruste do Comitê Judiciário publicou um relatório histórico resumindo os resultados de sua investigação sobre a big tech, descobrindo que “Amazon, Apple (AAPL), Facebook (FB) e Google (GOOG) desfrutam de ‘poder de monopólio’ e dominam suas respectivas partes da indústria, graças em parte ao seu controle de dados.”

A Amazon se defendeu através de um porta-voz: “Não há base factual para isso, como demonstrado no enorme volume de informações que fornecemos ao longo de vários anos de cooperação de boa fé com esta investigação.”

Apesar da defesa da empresa, os membros do Comitê fecham a sua análise na carta concluindo que “relatórios múltiplos e confiáveis ofereceram evidências específicas de que os funcionários da Amazon violavam regularmente a Política de Proteção de Dados do Vendedor, e os altos funcionários sabiam dessa prática.”

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Essa suspeita pode trazer muita dor de cabeça para o CEO da Amazon, Jeff Bezos. Tentar burlar normas vigentes para ampliar o poder de sua empresa, ou enganar congressistas que estão investigando possíveis ações escusas, pode ter um preço bem alto a pagar para a gigante.  

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