Biometria é seguro no app de banco?

Atualmente, os ataques de quadrilhas que roubam celulares e invadem os apps de bancos tem causado preocupações em muitas pessoa. Por meio da invasão, os criminosos tiram todo dinheiro que estava nas contas das vítimas, deixando diversos questionamentos sobre a segurança do sistema de biometria nos aplicativos.

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Biometria é seguro no app de banco?
Biometria é seguro no app de banco? (Imagem: PopTika / shutterstock.com)

Em frente a esses casos, fica o questionamento se o acesso por meio da biometria é seguro? Segundo os especialistas, não é preciso deletar o app do banco e voltar a usar apenas as agências físicas.

Em resumo, existem pequenos ajustes que podem elevar a segurança do acesso virtual ao seu aplicativo, deixando ele bem protegido no seu celular.

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Primeiro de tudo, é preciso deixar de lado o medo de utilizar o aplicativo do banco. Os bancos são os apps mais seguros que temos hoje em dia.

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A segurança é garantida, mas não totalmente

O sistema de biometria, contudo, não é 100% seguro ou inviolável. Ou seja, uma falha pode acabar surgindo. Elas surgem, principalmente, no momento em que os bancos deixam seus aplicativos mais fáceis de usar e menos burocráticos.

O acesso através da biometria é um exemplo disso, melhorando a vida do usuário, porém ajudando também os golpistas. No caso do sistema iOS, presente no iPhone, o Touch ID (impressão digital) ou o Face ID (reconhecimento facial), são bem mais seguros, sendo praticamente impossível de violar -tudo isso graças ao complexo sistema de sensores tridimensionais e câmeras infravermelhas presentes nos dispositivos.

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Contudo, caso o rosto ou o dedo cadastrado for trocado pelo bandido que pegou o celular desbloqueado no momento do furto, alguns aplicativos de bancos permitem um novo cadastro de biometria de forma simples e rápida, livre de burocracias.

Já quando falamos do Android, o furo é outro. A maioria dos aparelhos utiliza apenas um sistema simples de verificação, que é feito por meio de imagem. Podendo ser enganado facilmente por uma foto, por exemplo. É o que diz Israel Wernik, pesquisador do laboratório de segurança digital israelense Check Point Research:

“Existem várias maneiras pelas quais um atacante pode desbloquear um dispositivo e obter informações confidenciais. Mas esse acesso por si só não deve fornecer ao invasor a possibilidade de realizar a transação, se o aplicativo bancário foi desenvolvido de acordo com os padrões de segurança adequados”. 

Segundo os especialistas, alguns sistemas são mais flexíveis do que outros. Assim, acabam liberando acesso a uma conta de banco apenas com o uso da biometria, não exigindo uma senha ou preenchimento que confirme o número da agência e conta, por exemplo.

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Por fim, alguns até ofertam a verificação em dois fatores. Porém, é uma configuração que fica mais escondida.

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