Chips cerebrais da Neuralink podem curar doença que afeta milhões de pessoas

Elon Musk, o novo dono do Twitter e proprietário da empresa automotiva Tesla publicou um tweet recente dizendo que sua empresa Neuralink, até 2027, irá curar uma doença comum e debilitante usando chips de computador ligados ao cérebro das pessoas.

Elon Musk
Elon Musk (Imagem: Reprodução / Wikimedia Commons)

O bilionário fundou a Neuralink em 2016 com o intuito de criar “interfaces cérebro-máquina” que conectassem humanos e computadores. Uma das visões da empresa é que a tecnologia um dia ajudará pessoas com paralisia e outras condições neurológicas.

Alguns testes já começaram a ser realizados em cabeças de macacos, por meio de dispositivos que permitem que eles joguem videogame usando apenas suas mentes.

No dia 24 de abril, Musk publicou um tweet dizendo que a Neuralink  “definitivamente” curará o zumbido, que afeta 50 milhões de pessoas nos somente nos Estados Unidos.

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Segundo a companhia, a estimativa é que uma em cada três pessoas em todo o mundo experimentará zumbido em algum momento de suas vidas. Elon Musk afirmou que a cura pode chegar em até cincos anos devido a complexidade crescente dos chips.

A Neuralink explicou também que as condições neurológicas são frequentemente o resultado de danos ou outras deficiências no cérebro que impedem os neurônios de funcionar corretamente.

Mesmo que pareça improvável, a ciência subjacente é credível e o dono do Twitter já havia comunicado anteriormente que os implantes cerebrais poderiam um dia curar doenças que vão da obesidade à insônia.

Essa são algumas das “promessas” da empresa, que por meio de sua tecnologia pretende curar várias doenças usando seus chips para contornar as partes danificadas. Um robô cirúrgico de precisão conecta mil fios em miniatura de um dispositivo implantado no crânio a neurônios no cérebro.

Esse dispositivo é então conectado a um computador por Bluetooth para comunicação contínua de ida e volta. Nos casos de zumbido, um nervo que conecta o ouvido interno ao cérebro é danificado devido a lesão ou ruído alto prolongado.

Especialistas elogiaram a tecnologia e disseram que será uma grande conquista para a ciência.

 “Estamos à beira de uma mudança completa de paradigma. Esse tipo de tecnologia tem potencial para transformar nossos tratamentos. Não apenas para acidente vascular cerebral, paralisia e doença degenerativa motora, mas também para praticamente todos os outros tipos de doenças cerebrais”, declarou Paul Nuyujukian, diretor do Brain Interface Laboratory da Universidade de Stanford.

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Raio de Luar Mello

Jornalista por formação e paixão e fotógrafa. Fiz uma especialização em Marketing e já atuei nas áreas de assessoria de imprensa e comunicação, produção de conteúdo, gestão, comunicação interna, copywriter e redação.

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