Chupeta inteligente monitora saúde dos bebês

Um artigo publicado pela revista científica Biosensors and Bioelectronics mostra como uma chupeta inteligente é capaz de monitorar a saúde dos bebês. A proposta faz parte de um estudo realizado em parceria entre pesquisadores dos Estados Unidos da América (EUA) e Coreia do Sul. 

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Chupeta inteligente monitora saúde dos bebês
Chupeta inteligente monitora saúde dos bebês. (Imagem: Pixabay)

A chupeta inteligente bioeletrônica terá o poder não apenas de acalmar os bebês, o que costuma ser o propósito principal do item.

Caso este protótipo se concretize, o acessório seria capaz de substituir as coletas sanguíneas invasivas e que tendem a estressar os bebês, normalmente realizadas duas vezes ao dia, pelo monitoramento de eletrólitos dos bebês em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatais.

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Recursos da chupeta inteligente 

De acordo com os pesquisadores do projeto, a chupeta inteligente também poderá monitorar continuamente os níveis de íons de sódio e potássio, eletrólitos que emitem alertas para os cuidadores em caso de desidratação. Esta é justamente a maior ameaça para os bebês, principalmente os prematuros ou que nasceram com problemas de saúde.

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O dispositivo já foi testado em alguns bebês selecionados por um hospital que acompanha o projeto. Os resultados foram comparados aos dados obtidos com os exames de sangue normais. 

Na oportunidade, o professor associado da Escola de Engenharia e Ciência da Computação da Universidade Estadual de Washington e também coautor do estudo, Jong-Hoon Kim, disse estar ciente de que os bebês prematuras têm mais chances de sobreviver caso recebam um tratamento de alta qualidade durante o primeiro mês de vida. 

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“Normalmente, em um ambiente hospitalar, eles tiram sangue do bebê duas vezes ao dia, então eles só recebem dois pontos de dados. Esse dispositivo é uma maneira não invasiva de fornecer monitoramento em tempo real da concentração de eletrólitos dos bebês”, declarou. 

Durante o teste, os pesquisadores usaram uma chupeta comum facilmente comercializada, e então elaboraram um sistema que avalia a saliva do bebê através de canais microfluídicos. Desta forma, sempre que o bebê está com a chupeta na boca, a saliva é naturalmente atraída por esses canais, de modo que o dispositivo não precisa de nenhum sistema de bombeamento. 

Cheios de pequenos sensores, os canais conseguem medir as concentrações de compostos como íons de sódio e potássio na saliva. Na sequência, os dados são transmitidos via bluetooth para o cuidador. 

Na próxima etapa de desenvolvimento, a equipe tem o intuito de tornar os componentes acessíveis e recicláveis. Mas para isso, será preciso se empenhar no desenvolvimento de um teste mais abrangente da chupeta inteligente visando determinar a eficácia.

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