Elon Musk decide não se juntar ao conselho do Twitter

Após se tornar o mais novo e maior acionista do Twitter, Elon Musk recusou o convite para fazer parte do conselho de administração da empresa. O bilionário da tecnologia se tornou dono de 9,2% da rede social, o que representa 73,5 milhões de ações. 

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Elon Musk decide não se juntar ao conselho do Twitter
Elon Musk decide não se juntar ao conselho do Twitter. (Imagem: Wikimedia Commons)

De acordo com o chefe-executivo do Twitter, Parag Agrawal, Elon Musk deveria ter sido oficialmente nomeado ao conselho da rede social no último sábado (9), após intensos debates sobre o assunto. Mas, no mesmo dia, o bilionário afirmou que não tem mais o interesse de se juntar ao conselho. 

Ele alegou que acredita ter sido a decisão mais viável e afirmou que isso não afetará a contribuição financeira ao Twitter. A reviravolta no cenário aconteceu após o empresário fazer críticas severas à plataforma requerendo a inclusão de um botão de edição nos tweets.

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Na ocasião, ele menciona a possibilidade e intenção de criar a própria rede social com a promessa de ser um espaço constituído inteiramente pela liberdade de expressão. Em seu posicionamento mais recente, Elon Musk publicou o seguinte tweet: “O Twitter está morrendo?”.

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O questionamento compôs uma enquete a respeito da conversão da sede da empresa em São Francisco em um abrigo para pessoas em situação de rua. A sugestão foi feita mediante a alegação de que nenhuma movimentação ocorreu na empresa.

Agora, logo após a recusa de participação no conselho, as ações do Twitter despencaram no pré-mercado, mas conseguiram se recuperar em 3% na manhã desta segunda-feira (11).

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Lembrando que no exato momento em que a compra das ações do Twitter foram anunciadas no início da última semana, houve um aumento de 26% nas negociações. A repentina decisão do bilionário não foi bem recebida por alguns funcionários e acadêmicos do Twitter.

Na visão deles, Musk é um ativista pela liberdade de expressão, por vezes considerado um libertário capaz de usar este ideal como uma pressão por políticas de conteúdo fragilizadas. 

Analistas também questionam a possibilidade de as ambições de Musk se alinharem a crescentes demandas de anunciantes, que hoje é a principal receita do Twitter, por ambientes menos tóxicos nas plataformas de mídia social. 

O chefe-executivo do Twitter afirmou que, a princípio, a empresa estava animada na colaboração de Elon Musk, embora os riscos dessa parceria fossem claros. Agrawal destacou que, com o papel de diretor com responsabilidades fiduciarias, Musk precisaria agir em prol do melhor interesse para a empresa e todos os seus acionistas. 

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