Faraó dos Bitcoins: PF deflagra operação para combater fraude envolvendo criptomoedas

PF deflagra operação
Imagem: Divulgação
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A Polícia Federal deflagrou, em conjunto com o GAECO/MPF, a Operação Valeta. A fase seria a terceira da Operação Kryptos, com objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas através da GAS Consultoria, empresa de Glaidson Acácio dos Santos. Ele é conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”.

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De acordo com a assessoria de imprensa da PF, cerca de 20 policiais federais cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, nos estados do Mato Grosso do Sul (MS) e São Paulo (SP), mandados estes que foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro através de um esforço conjunto entre a Polícia Federal e Ministério Público Federal.

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Na primeira fase, as operações ocorreram apenas no Rio de Janeiro, já que a sede da GAS Consultoria ficava em Cabo Frio, mas nesta fase, nenhum suspeito do estado foi procurado.

Advogada é suspeita de ser peça chave no golpe

As investigações apontaram, ainda segundo a polícia, para uma advogada que seria a responsável por administrar duas empresas sediadas em Campo Grande (MS). Ela é suspeita de desempenhar o papel de intermediar a movimentação financeira entre a principal empresa investigada na Kryptos e empresas do exterior, fazendo dela uma das principais responsáveis pela continuação do golpe.

Segundo dados apurados, as ações dela teriam possibilitado a continuidade do golpe mesmo após a deflagração da primeira fase da operação em agosto de 2021, intensificando as movimentações financeiras ilícitas.

“Esse braço da organização criminosa investigada também foi o responsável pela criação de uma corretora de criptoativos, concebida possivelmente com o intuito de obstar a ação de bloqueio e posterior confisco dos valores movimentados pelo esquema criminoso, por parte dos órgãos da persecução penal”, declarou a PF.

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Penas podem chegar a mais de 20 anos de cadeia

Os alvos da terceira fase da “Operação Kryptos” irão responder pela “prática dos crimes de emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais”. Caso sejam condenados, as penas poderão chegar a até 22 anos de reclusão.

A terceira fase da Operação Kryptos já era esperada. São esperadas a existência de novos elementos e novas apreensões.

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