Google Assistente agora vai reagir se você xingá-lo

O Google está produzindo um novo recurso para diminuir as agressões verbais contra seu assistente virtual. As respostas ficaram ativadas e prontas para serem usadas quando reconhecer um insulto ou uma agressão.

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(Imagem: Divulgação)

O projeto teve início nos Estados Unidos e posteriormente veio para o Brasil. Na última terça-feira (3), foi apresentado o projeto para a filial em São Paulo, explicando detalhadamente a iniciativa e o uso desta nova ferramenta.

Antigamente, quando alguém fazia algum insulto verbal homofóbico ou misógino, por exemplo, o assistente virtual informava apenas que não havia entendido, ou desviava-se da fala.

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Com a nova programação, ao ouvir um xingamento como “sua vadia”, o assistente do Google pode dar uma resposta mais defensiva como “Não fale assim comigo!” ou “O respeito é fundamental em todas as relações, inclusive na nossa”.

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Maia Mau, Head de Marketing do Google Assistente para a América Latina, explicou que no inglês o pedido para parar o xingamento sempre terá um “por favor”, depois. Já no Brasil não seguirá este modelo.

Google havia implementando em 2021 recurso de voz feminina e masculina

Uma outra atualização da ferramenta que trouxe resultados significativos no que tange a violência, foi a atualização de voz, sendo laranja para masculina e vermelha para feminina.

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Desta forma, o assistente conseguiria avaliar a interação dos usuários e qual voz mais usada era mais passível de receber ofensas. Os dados coletados indicaram que são as mulheres e a comunidade LGBTQIA+ que mais recebiam xingamentos.

“Não podemos deixar de fazer uma associação entre o que observamos na comunicação com o Assistente e o que acontece no ‘mundo real’. Todos os dias, grupos historicamente discriminados recebem ataques de diversas maneiras no Brasil. E esse tipo de abuso registrado durante o uso do app é sim um reflexo do que muitos ainda consideram normal no tratamento a algumas pessoas”, ressaltou Maia.

As cores das vozes foi a maneira de analisar a frequência e conteúdo de determinadas falas. A voz masculina recebe um grande número de comentários homofóbicos e de assédio.

No Brasil, cerca de 2% das interações de personalidade do Google Assistente são de mensagens que utilizam termos inapropriados. Outra curiosidade, é que durante os testes foi notado um crescimento de 6% de pessoas que, após receberem respostas mais incisivas contra ofensas, como pedido de desculpas, ou questionando porque estava falando daquela forma.

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O objetivo da equipe do Google é aumentar o numero de respostas para esse tipo de comunicação.

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