Google faz acordo sigiloso com engenheiros demitidos por motivo surpreendente

Nem sempre será bem vista pelos empregadores a organização de seus funcionários. O Google fez um acordo com engenheiros demitidos por organizar frentes trabalhistas na empresa. Apesar do transtorno, a big tech tenta resolver o caso de forma sigilosa.

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Fachada de prédio do Google (Imagem: Pawel Czerwinski/Unsplash)
Fachada de prédio do Google (Imagem: Pawel Czerwinski/Unsplash)

Google esconde combate a organização de seus funcionários com acordo secreto

Parece que a gigante de tecnologia está tentando “jogar a sujeira para baixo do tapete” ao fazer acordo com engenheiros que, supostamente, teriam sido demitidos por ações consideradas uma espécie de “ativismo trabalhista”, segundo matéria publicada pelo Motherboard.

No total, os envolvidos são 6 engenheiros, onde todos fizeram acordo — sob sigilo — com a empresa: um ainda está trabalhando; um segundo firmou acordo em 2021; e os outros quatro não serão reintegrados a empresa, apesar de estarem inclusos na “solução”, conforme publicação do The Verge.

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Google faz acordo com engenheiros demitidos

A grande questão que deu início ao problema entre engenheiros e o Google foi a operação chamada, posteriormente, de “Projeto Vivian”. A ação teria ocorrido entre 2018 e 2020 e confirmada com as investigações do processo, que teria como objetivo “esmagar a organização sindical na empresa”.

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Por outro lado, o estopim da ação judicial foi diferente. Segundo o The Verge, “quatro funcionários – Rebecca Rivers, Laurence Berland, Paul Duke e Sophie Waldman – apresentaram acusações trabalhistas contra o Google em 2019, depois que a empresa disse que eles foram demitidos porque violaram suas políticas de segurança de dados.”

Os quatro demitidos se movimentaram de modo a abrir o processo contra a empresa, alegando “possíveis” situações antiéticas por parte da gigante tecnológica.

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Mediante todas as acusações, o Conselho Nacional de Relações trabalhistas (NLRB) prestou queixa contra o Google, baseando seus argumentos em espionagem contra funcionários e quebra no pacto de leis trabalhistas.

O Google acabou sendo intimado a entregar mais de 1500 documentos — considerados por eles como sigilosos — para explicações diante da Justiça.

Para evitar transtornos maiores, que poderiam ser criados com a exposição pública dos documentos, a empresa de tecnologia decidiu por fechar um acordo com todos os envolvidos – evitando, assim, o conhecimento dos “métodos” da empresa em uma Corte.

Um porta-voz da empresa, em entrevista ao Motherboard, declarou a posição do Google sobre o caso:

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“Resolvemos as acusações da NLRB e litígios associados, e estamos satisfeitos por todos os lados evitarem anos de processos legais. Sempre apoiamos o direito de nossos funcionários de falar sobre as condições de trabalho, e mantemos nossas políticas que protegem a segurança de nossos sistemas e salvaguardam os dados de usuários, clientes e funcionários.”

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