Google Meet faz check-in automático pelo celular com ultrassom; recurso exige hardware de sala
Google Meet ganha check-in automático por ultrassom no celular; veja requisitos, versões, limitações e quando o recurso funciona.
O Google Meet começou a liberar o check-in automático em salas de reunião pelo celular.
O recurso usa ultrassom para identificar que o usuário está fisicamente próximo de um equipamento compatível e, ao entrar pelo modo Companion, registra automaticamente a sala correta.
A novidade chega a Android e iOS, mas não transforma qualquer reunião em um sistema de presença por proximidade.
Para funcionar, o usuário precisa estar em uma sala equipada com Google Meet hardware compatível, além de conceder acesso ao microfone do telefone ou tablet.
Como o Meet identifica a sala usando ultrassom
O hardware da sala emite um sinal ultrassônico. Durante a tela anterior à chamada, o microfone do celular ou tablet detecta esse sinal e o Meet destaca a opção de usar o modo Companion.
Depois que a pessoa entra por esse modo, o serviço faz o check-in na sala automaticamente.
O objetivo é reduzir etapas manuais e evitar problemas de áudio em reuniões híbridas.
Como o Companion mode usa o dispositivo pessoal para recursos de colaboração sem reproduzir o áudio principal da reunião, o sistema também ajuda a diminuir o risco de eco e microfonia.
Recurso depende de versões mínimas no Android e no iPhone
O Google definiu versões mínimas dos aplicativos para a detecção funcionar.
No Android, é necessário ter o Meet 367.0 ou superior, ou o Gmail na versão 2026.06.29 ou posterior. No iOS, os requisitos são Meet 374.0 e Gmail 6.0.260824.
- Android: rollout previsto para terminar em 10 de setembro de 2026;
- iOS: liberação gradual iniciada em 9 de setembro, com até 15 dias para aparecer;
- Disponibilidade: clientes Google Workspace e assinantes Workspace Individual que usam hardware do Meet.
Administradores podem ativar ou desativar a detecção por proximidade em cada sala. Em dispositivos recém-configurados, a função fica ligada por padrão.

Imagem: Divulgação/Google
Quando o check-in automático pode não funcionar
A detecção depende diretamente do microfone. Por isso, o recurso falha se o usuário negar essa permissão ou se algum processamento de áudio eliminar as frequências usadas pelo ultrassom.
- Recursos como isolamento de voz, cancelamento agressivo de ruído ou determinados aprimoramentos de áudio podem interferir.
- O Google também informa que a função não trabalha normalmente em reuniões com mais de 50 participantes, nem em alguns fluxos de entrada específicos.
- Headsets USB ou dongles também podem atrapalhar caso o Meet escolha um microfone que não consiga captar o sinal ultrassônico.
Ainda é possível fazer o check-in manualmente
Se a aproximação não for detectada, nada muda para quem já usa o Meet em salas corporativas: o check-in manual continua disponível depois da entrada em modo Companion.
O usuário também pode desligar a detecção durante uma reunião, embora a configuração volte a ficar ativa na próxima chamada.
Na prática, a novidade economiza cliques em empresas que já possuem a infraestrutura de sala do Google.
Em casa ou em uma sala sem hardware compatível, o celular sozinho não é suficiente para habilitar o check-in automático por ultrassom.
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