Homem inventa cápsula da eutanásia e pretende usá-la no futuro

Toda invenção costuma ser inovadora de alguma forma ou ponto de vista, e com a cápsula da eutanásia não é diferente. O próprio inventor, inclusive, já demonstrou o interesse de usá-la no futuro.

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[ALERTA: O texto a seguir aborda assuntos como suicídio e depressão. Caso você se identifique, procure ajuda no Centro Voluntário à Vida pelo telefone 188]

Homem inventa cápsula da eutanásia e pretende usá-la no futuro. (Imagem: Reprodução/The Sun)

O inventor é o Dr. Philip Nitschke, ou Dr. Death, como ficou popularmente conhecido ainda em 2021. Isso porque, na época, ele anunciou sua mais nova invenção. Embora este não seja um procedimento inusitado, ainda que não seja colocado em prática com frequência, o que chamou a atenção foi a declaração do Dr. que disse estar “bastante atraído pela ideia”. 

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Na época, o homem denominou a invenção de cápsula Sarco, mencionando a possibilidade de ela começar a ser usada na Suíça de 2022 em diante. Esta seria uma oportunidade de pessoas acamadas em decorrência de doenças graves partirem para o pós vida de modo rápido e prático, bastando apenas clicar em um simples botão. 

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Capsula da eutanásia pode matar em até 30 segundos

Na prática, a cápsula da eutanásia é bastante parecida com um caixão. O diferencial é o abastecimento com gás nitrogênio que, à medida em que a pessoa permanece dentro da cápsula, o oxigênio é reduzido de 21% para 1% em, aproximadamente, 30 segundos. Devido à funcionalidade apresentada pela própria invenção, Nitsche afirmou cogitar recorrer à máquina se vier a desenvolver uma doença grave e irreversível no futuro. 

“Tenho acesso a certas drogas, mas fiquei bastante atraído pela ideia. A morte em si é um momento muito pacífico, quase eufórico e intoxicante antes de perder a consciência, então é muito bom para os padrões de morte, suponho. Então, sim, eu gosto dessa ideia de ter um senso de ocasião, um dia em que você morre”, declarou. 

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Ele ainda completou atribuindo uma vantagem de poder escolher o dia e horário da morte, decidir de quem quer se despedir e que poderá acompanhar a passagem. Para ele, a cápsula da eutanásia dá a impressão de que é apenas um veículo de transporte, mas neste caso, o destino vai muito além de um local físico em que se possa chegar. É uma maneira de poder dizer adeus enquanto se toma as rédeas da própria partida. 

Suíça legalizou a morte assistida

Na realidade, é importante explicar que o atual modelo mencionado ainda não está pronto. Mas, segundo o doutor, é questão de semanas para que seja concluído e fique disponível para uso em toda a Suíça. O país é conhecido por ser um dos poucos que legalizou o suicídio assistido. Destacando que tanto o suicídio assistido quando a eutanásia são ilegais no Reino Unido. 

Nitschke é o diretor da organização pró-direito de morrer Exit Internacional. Ele conta que o interesse pela invenção da cápsula da eutanásia surgiu após observar o interesse de muitas pessoas que sofrem excessivamente em vida enquanto estão presas a remédios com efeitos colaterais extremamente fortes ou a aparelhos responsáveis por mantê-las vivas em meio a um quadro de doença terminal. 

Muitas dessas pessoas, inclusive, deram entrada oficialmente em um pedido de eutanásia, mas morreram esperando um parecer. Por isso, o interesse do inventor com a máquina é o de ter a certeza de que a passagem acontecerá logo na primeira tentativa, sem controvérsias. Contudo, existem aqueles que, mesmo que sejam a favor da eutanásia, não se agradaram muito com a invenção.

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