Meta derruba 3,7 milhões de contas, páginas e grupos ligados a golpes; veja as armadilhas
Meta removeu mais de 3,7 milhões de contas ligadas a golpes. Veja sinais de falsas vagas, investimentos, romance e cobranças para liberar dinheiro
A Meta anunciou em 13 de outubro a remoção de mais de 3,7 milhões de contas, páginas e grupos do Facebook e Instagram ligados a redes de golpes. O total inclui diferentes tipos de ativos, não apenas perfis pessoais.
A operação internacional mirou redes que atuavam sobretudo na África Ocidental e buscavam vítimas nos Estados Unidos e no Reino Unido. A escala chama atenção porque combinou ações digitais e policiais.
Os resultados incluíram, de fato, 28 prisões e o resgate de 117 pessoas traficadas para centros de fraude em Gana. Autoridades disseram que elas aguardavam retorno à Nigéria.
Os comunicados não identificam vítimas brasileiras e afirmam que a maioria dos alvos estava nos EUA e no Reino Unido. Isso não permite medir o alcance dessas redes no Brasil.
O que a operação encontrou
A mobilização ocorreu na semana iniciada em 6 de outubro, com a Agência Nacional de Combate ao Crime do Reino Unido (NCA) e autoridades de diversos países.
Além disso, participaram Meta e outras empresas de tecnologia.
A Meta informou que a maioria das contas removidas parecia mirar pessoas nos EUA e no Reino Unido. Por exemplo, algumas usavam perfis que fingiam ser de usuários americanos ou britânicos.
As empresas compartilharam pistas sobre mais de 30 centros suspeitos de golpes, ou seja, locais associados às redes criminosas.
O Departamento de Justiça dos EUA também informou que parceiros identificaram mais de US$ 11 milhões em fundos que poderiam ser congelados.
Quais armadilhas apareceram
As autoridades identificaram diferentes fraudes ligadas às redes. Entre elas, estavam falsas oportunidades de trabalho, golpes de investimento e tentativas de extorsão por meio de perfis que imitavam autoridades.
- Falsas vagas ou tarefas prometem renda, mas pedem pagamento antecipado ou transferência de dinheiro.
- Fraudes de investimento podem começar com relações profissionais ou românticas falsas e terminar em propostas de criptoativos.
- Golpes românticos simulam um relacionamento para ganhar confiança e depois pedir dinheiro.
- Falsos policiais ou funcionários públicos ameaçam vítimas e exigem pagamentos.
- Supostas taxas de imposto, verificação ou saque são cobradas para liberar ganhos que podem nem existir.
Uma cobrança para conseguir uma vaga, começar tarefas ou sacar supostos lucros merece atenção. Por isso, desconfie de exigências de pagamento antes de receber dinheiro ou serviço.
Em investimentos, promessas de retorno garantido, pressão para aplicar e convites a grupos exclusivos aparecem entre os sinais de risco. Ainda assim, um perfil convincente não comprova que a oferta seja legítima.

Imagem: Reprodução
Como reduzir o risco
Confira a empresa e a vaga por canais oficiais, sem depender apenas do perfil que fez o contato. Desconfie de pedidos para manter a conversa em segredo ou agir com urgência.
Em seguida, evite clicar em links ou enviar dinheiro para liberar supostos ganhos. Se alguém disser que representa uma autoridade, procure os canais oficiais por conta própria.
Se já transferiu valores, contate seu banco pelos canais oficiais, guarde mensagens e comprovantes e denuncie a conta na plataforma e às autoridades locais.
Por fim, não pague uma taxa adicional a quem promete recuperar o dinheiro perdido.
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