Os porcos choram? Algoritmo decodifica vida emocional de suínos

Quem nunca imaginou “trocar uma ideia” com o famoso Babe, o porquinho atrapalhado? Com a ajuda de pesquisadores da Europa podemos estar mais próximos disso devido a um algoritmo que pretende auxiliar fazendeiros. A ferramenta decodifica vida emocional de suínos e descobrem, inclusive, quando os porcos choram! Os detalhes do dispositivo foram divulgados em reportagem do jornal The New York Times.

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Filhote de porco se alimentando (Imagem: Christopher Carson/Unsplash)
Algoritmo predente decodificar o ruído dos porcos (Imagem: Christopher Carson/Unsplash)

Algoritmo europeu fala em decodificação emocional de suínos

Imagine a loucura que não deve ser a vida do fazendeiro que cria porcos, com aquela avalanche de “oinks” ininterrupta. “Entender” a língua dos animais facilitaria muito a vida do trabalhador, que precisa tratá-los bem para que a criação seja saudável.

É o que promete essa nova invenção, uma ferramenta europeia capaz de decodificar a vida emocional de suínos através do som que eles emitem. O objetivo é interpretar os estímulos para entender o que é necessário para se desenvolver melhor os animais.

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A autora do estudo é a professora associada de biologia da Universidade de Copenhague, Elodie Briefer, que teve seu estudo publicado na revista Scientific Reports. Segundo ela, a saúde mental influencia na qualidade dos bichos.

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A ciência já nota os casos de infelicidade e insatisfação como atenuantes em problemas de saúde com animais, assim como há algum tempo já aborda o mesmo tema sobre os humanos.

Se for possível “compreender” os animais, suas necessidades, angústias, ficará mais fácil alterar o ambiente para compensar esses problemas, levando o animal a retornar ao seu bom estado de saúde.

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Ferramenta decodifica o emocional de suínos por seu padrão de voz 

O estudo se baseia na diferença entre padrões de frequência (Hz) do som dos porcos. A professora observou que, por diferentes estados emocionais, o animal emite ruídos distintos. 

A pesquisa começou por separar os ruídos em dois grupos opostos, positivo e negativo, onde as frequências atribuídas ao grupo positivo são relacionadas a situações onde, se imagina, o animal estar feliz: correndo, perto da mãe, se alimentando etc.

Porcos correndo livres (Imagem: Marek Piwnicki/Unsplash)
Porcos felizes ao brincar juntos (Imagem: Marek Piwnicki/Unsplash)

O segundo grupo trata dos sons “agressivos” quando vemos o animal sofrer: a castração, por exemplo, um momento de intenso sofrimento para o porco.

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O trabalho da professora revela que os sons “positivos”, normalmente, são mais curtos e tendem a seguir a mesma nota — musical mesmo, medida em Hz —, enquanto os “negativos” são altos, esganiçados e com alteração frequente de tom. 

É um estudo interessante que pode trazer uma imensa evolução no trato durante a criação dos animais em fazendas. Por enquanto, o levantamento foi feito apenas com porcos, mas imagine conseguir compreender todos os bichos da fazenda?

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