Por que o Brasil já pode estar na quarta onda da Covid

Os casos de Covid no Brasil voltam a subir nos últimos dias e algumas regiões do país provocam um alerta para a população cogitando até uma possível 4ª onda da doença.

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Nova linhagem do coronavírus é encontrada em cervos
Imagem: Pixabay

Segundo informações do portal Istoé, o cancelamento do estado de emergência no país está quase completando 1 mês, com a liberação do uso de máscaras até em estabelecimentos fechados e o retorno de grandes eventos.

Os números de internações causadas pela Covid em São Paulo, por exemplo, aumentaram 55% no último mês em comparação ao período anterior, com o aumento chegando a 88% no interior do estado.

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Já na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, o aumento de casos em 18,4% nos últimos dias pode levar a volta da obrigatoriedade do uso de máscaras no município.

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Já no Rio Grande do Sul o crescimento de casos da doença aumentou em quase 50% somente em maio, além do número de mortes que também subiu 200% nos últimos 14 dias.

“Isso tudo é fruto do relaxamento social e da falta de máscara, e de levantar o decreto emergência sanitária foi um erro”, declarou o médico sanitarista Gonzalo Vecina, para o Portal Uol. Segundo ele, o aumento de casos em todo o país é consequência da flexibilização precipitada.

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Covid: confira o número de vacinados no Brasil

Segundo os dados registrados, somente neste domingo (22), já são nove dias seguidos que são 100 mortes em média por Covid-19 em todo o país. Segundo o epidemiologista Ethel Maciel, o Brasil corre sérios riscos de passar por uma quarta onda de covid-19, assim como já acontece na Argentina.

“O Brasil já tem todos os elementos para uma quarta onda de covid-19”. Os elementos apontados pela professora da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) são uma cobertura vacinal desigual e também o fato de, pela primeira vez desde fevereiro deste ano, a taxa de transmissão ter ficado acima de 1″, declarou Maciel em entrevista à rádio CBN na manhã desta segunda-feira (23).

Segundo dados do G1, 177.837.156 pessoas tomaram a primeira dose da vacina no Brasil, ou seja, cerca de 88% da população, enquanto 165.432.925 pessoas tomara a segunda dose, o que dá cerca de 82%. Somente 90.408.841 pessoas tomaram a 3ª dose de reforço, em média 42% da população.

O presidente Jair Bolsonaro decretou a flexibilização da pandemia no país em março deste ano, dois anos após o início da doença, mas, para alguns especialistas, a medida é vista como uma precipitação diante do numero de casos e por dificultar as medidas de proteção.

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