LinkedIn terá que se explicar por excluir anúncio de vagas para negros

O LinkedIn foi notificado pelo Procon-SP depois que removeu os anúncios sobre vagas de emprego com preferência para negros e indígenas da plataforma. O órgão quer compreender quais são as políticas que guiaram essa decisão da empresa e de que forma elas são transmitidas aos anunciantes.

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(Imagem: Greg Bulla/Unsplash)

A ação do LinkedIn acabou tendo repercussão e gerou polêmicas nas redes sociais, com um alto número de críticas.

O caso chegou ao conhecimento público no último final de semana, depois que um anúncio criado pelo Laut (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo), que estava priorizando esses grupos de minorias sociais em seu processo seletivo, ter sido derrubado pelo LinkedIn.

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Alguns dias depois da publicação estar no ar, ela foi retirada pelo Linkdln sobre a justificativa de que os anúncios se tratavam de um conteúdo “discriminatório”, embora não tenha destacados as partes que estavam indo contra as políticas da empresa.

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De acordo com as diretrizes do LinkedIn, é proibido anunciar vagas que excluam ou indiquem preferência por profissionais, independente de qualquer fator, como idade, raça, etnia, religião, gênero ou orientação sexual.

Porém, a decisão chamou a atenção e e foi bastante criticada pelos usuários por tratar ações afirmativas como um meio de discriminação, levando em conta que o objetivo é justamente o contrário: dar oportunidade as minorias e aumentar a diversidade no mercado de trabalho.

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LinkedIn deve enviar explicações até esta quinta (24)

Em meio a esses ocorridos, o Procon-SP cobrou explicações ao LinkedIn a respeito das suas políticas de anúncios e a transparência com os anunciantes. Tendo até esta quinta-feira (24) para prestar as informações, e o órgão pró-consumidor solicita que a plataforma faço o envio do relatório respondendo às seguintes questões:

  • Como se dá a publicação de vagas na plataforma?
  • Há aplicação de políticas específicas que norteiam as publicações? Como os anunciantes são informados das mesmas?
  • Qualquer tipo de vaga e publicação pode ser anunciada? Em caso negativo, quais critérios são necessários para seu aceite?
  • Como a informação é passada ao anunciante no caso de recusa da publicação?
  • Em que condições e situações ocorre eventual exclusão de anúncio já publicado? Como o anunciante é informado?
  • Nos casos de exclusão da publicação, existe algum aviso àqueles que efetuam acesso posterior?
  • Os anunciantes recebem algum suporte para elaboração das publicações?

O LinkedIn chegou a fazer uma declaração pública sobre o assunto no início da semana, afirmando que faz revisões regulares em suas políticas para apoiar a diversidade

Entendemos que em alguns países, como o Brasil, a legislação permite que empregadores apliquem esses critérios em seus processos de seleção. Revisitamos regularmente nossas políticas para garantir que apoiamos a diversidade e a inclusão de candidatos no LinkedIn e, consequentemente, no mercado de trabalho”.

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De acordo com Fernado Capez, diretor-executivo do Procon-SP, em comunicado ao jornal O Globo, baseando-se na nota técnica que foi emitida pelo Ministério Público a respeito do caso, é possível que as políticas do LinkedIn estejam violando alguns direitos dos seus usuários.

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