Uber fecha acordo para incluir táxis

Pelo menos em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a briga está próxima do fim. A Uber fechou um acordo para incluir táxis nos seus serviços. Saiba mais detalhes sobre essa tendência que pode chegar até o Brasil.

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Mão solicitando Uber no Smartphone (Imagem: Charlesdeluvi/Unsplash)
Em NYC os táxis irão se unir aos seus antigos adversários da Uber (Imagem: Charlesdeluvi/Unsplash)

Será o fim do conflito entre Uber e taxistas?

Independente do país de que estejamos falando, desde o lançamento do Uber há alguns anos (10 anos de atividade no país vizinho), o conflito entre os clássicos táxis amarelos e os motoristas “particulares” de aplicativos é uma realidade que parecia não ter um tão fim próximo.

Aparentemente, isso pode estar mudando, pelo menos em Nova Iorque. Segundo o The Verge, a gigante do transporte urbano fez um acordo para incluir os táxis da famosa cidade norte-americana em seu banco de dados, e serão cerca de “14.000 táxis recebendo solicitações de viagem através dos clientes da Uber”.

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Acordo também engloba outras empresas de transporte

A negociação não seria apenas entre às duas partes, Uber e táxis. Outras empresas de transporte urbano, com permissão para atuar com os táxis da cidade, a Curb Mobility e Creative Mobile Technologies (CMT), fariam a “integrarão de seus softwares com a Uber”.

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A simples expansão do banco de dados de clientes, ajudaria muito os taxistas que em determinados momentos podem ficar “isolados” em uma determinada região da cidade.

Taxis amarelos de Nova Iorque circulando (Imagem: Matthew Hamilton/Unsplash)
A união com a Uber pode ser a salvação dos táxis amarelos e da cidade de Nova Iorque após a pandemia (Imagem: Matthew Hamilton/Unsplash)
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Não foi uma decisão simples: há muito tempo os taxistas reclamam sobre possíveis “irregularidades” na forma de operar da Uber. Sem muito resultado, e diante da crise crescente para os “amarelinhos”, outras tentativas de combater a gigante aconteceram, “Flywheel, Sidecar, GetTaxi, Hailo e Taxi Magic são alguns dos aplicativos que tentaram — e fracassaram — competir com modelo da Uber”.

A união pode vir bem a calhar em uma cidade como Nova Iorque, sempre movimentada, que nunca para ou dorme, mas passava por momentos apagados durante o período pandêmico. 

O presidente da CMT, Ron Sherman, em comunicado oficial revelou um pouco de sua expectativa quanto a iniciativa entre Uber e os táxis amarelos:

“À medida que as empresas trazem seus funcionários de volta, à medida que os turistas se reúnem em Nova York novamente e à medida que os nova-iorquinos começam a sair e reabastecer nossa economia local, depois de uma pandemia devastadora, táxis amarelos e a Uber estão trazendo o melhor que nossas indústrias têm para ajudar esta cidade a se reerguer.”

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Enquanto isso, no Brasil, essa medida sofreria um pouco mais para acontecer, visto que temos a 99 em algumas regiões do país. A empresa já oferece os dois serviços, táxis convencionais e motoristas privados para os clientes, resultando em completo conflito de interesses no caso de uma tentativa de “união”.

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