YouTube toma decisão radical após fake news nas eleições de 2018

O YouTube atualizou sua política para evitar notícias falsas, as temíveis fake news, sobre as eleições brasileiras. A empresa anunciou uma série de ações e, em uma delas, foi estipulado que a plataforma irá remover vídeos com fake news sobre eleições de 2018.

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YouTube trabalha par impedir disseminação de fake news (Imagem: Pixabay)

“Informações falsas sobre fraude generalizada, erros ou problemas técnicos que supostamente tenham alterado o resultado de eleições anteriores, após os resultados já terem sido oficialmente confirmados, comentou a empresa, mencionando os vídeos que seriam derrubados da sua plataforma.

Medidas para remover vídeos com fake news já foi usada em outros países

Essa é uma regra já existente na plataforma e que foi adotada para vídeos publicados depois das eleições dos EUA em 2020 e da Alemanha em 2021, mas “agora, ela será aplicada às eleições presidenciais brasileiras de 2018“, diz o YouTube.

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Além disso, a plataforma também está trabalhando para impedir vídeos que almejem enganar os eleitores sobre os horários, locais, meios ou requisitos necessários para a votação, assim como vídeos que busquem convencer as pessoas a não ir às urnas.

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Isso inclui alegações falsas de que as urnas eletrônicas brasileiras foram hackeadas na eleição presidencial de 2018 e de que os votos foram adulterados“, diz o serviço.

O histórico de Bolsonaro nessa polêmica

Obviamente, o presidente Jair Bolsonaro não é o alvo, pelo menos direto (nem único), dessas medidas que o YouTube está tomando. Mas vale lembrar que o chefe do Executivo alegou por três anos que houve “fraudes eleitorais” na disputa de 2018, o curioso é que em julho de 2021 ele reconheceu não ter provas das acusações.

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Além disso, o presidente foi parar na lista de investigados no inquérito sobre fake news, cortesia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja apuração considerará os ataques, sem provas, feitos por Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. 

Como se não bastasse, o próprio site, em julho de 2021, removeu vídeos do canal do presidente na plataforma por violarem regras contra conteúdo sobre a pandemia. Mas Bolsonaro não parou por aí: ele também teve uma live removida do YouTube e da plataforma de Mark Zuckerberg, o Facebook, por conta de mentiras sobre a relação entre a vacina para combate ao Covid-19 e AIDS.

YouTube e TSE trabalham juntos

Em uma tentativa de limitar a disseminação de informações enganosas a plataforma de vídeos decidiu então mostrar informações oficiais do TSE em painéis da sua interface. Além disso, a área de vídeos relacionados, a partir de agora, deve trabalhar com ferramentas mais avançadas para garantir que os vídeos recomendados para os usuários tenham fontes confiáveis.

Ajustamos o sistema de recomendações para diminuir a visualização de vídeos que chegam perto de violar as diretrizes da comunidade. Nosso objetivo é manter as visualizações de recomendações para conteúdo duvidoso abaixo de 0,5%“, informou o YouTube.

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