A solidão pode afetar a sua renda financeira e carreira, segundo pesquisadores ingleses

Pessoas solitárias nem sempre vivem nesta condição de solidão por uma só razão. O motivo pode estar relacionado ao desejo e por apreciar a própria companhia, mas também pode estar associado a causas mais graves, como doenças psicológicas. Infelizmente, pessoas que se isolam sofrem as consequências, como a dificuldade em encontrar emprego.

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Pessoas solitárias têm mais dificuldade de encontrar emprego
Pessoas solitárias têm mais dificuldade de encontrar emprego. (Imagem: Pixabay)

Esta condição foi comprovada por um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, onde os pesquisadores descobriram que o desemprego pode causar a solidão e vice-versa. O levantamento foi executado usando dados pré-pandemia, vindos de 15 mil adultos em idade para trabalhar. 

Desta forma, descobriu-se que as pessoas que se sentem solitárias, por vezes enfrentam dificuldades na busca por emprego quando necessário, mesmo quando eles não estavam sozinhos no momento da candidatura.

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Embora o efeito possa ser visto tanto em homens quanto mulheres, em homens essa dificuldade é evidente. 

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No entendimento da equipe de pesquisadores, a dificuldade dos homens em encontrar em emprego consiste na visão social de que é uma tendência (errada) de entender que precisam ser os provedores.

É importante ressaltar que este ponto não foi comprovado neste estudo, trata-se apenas de uma suposição histórica que pode ser justificada pelo impacto que a solidão provoca na saúde mental ao longo do tempo. 

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“Enfrentar a solidão e o desemprego tem o potencial de não apenas reduzir a carga de doenças e melhorar os resultados de saúde, mas também melhorar a prosperidade econômica e a empregabilidade”, alegaram os pesquisadores. 

O que dizem os especialistas sobre a solidão e o emprego

É importante ressaltar que o cenário inverso também é uma realidade, o que quer dizer que pessoas desempregadas tendem a se sentir isoladas, considerando a falta de convívio social.

Na visão da principal autora do estudo, Nia Morrish, o efeito da solidão e do desemprego na saúde mental e na economia são persistentes, devastadores e assustadores. 

Segundo ela, a redução da solidão consegue enfraquecer o desemprego e o emprego pode diminuir a sensação de solidão.

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Portanto, ambas as condições se relacionam positivamente a outros fatores, incluindo a saúde mental e a qualidade de vida.

A necessidade mais evidente é a atenção e cuidado especial à solidão, cujo apoio também deve partir de empregadores e do governo local, com o propósito de promover melhorias na saúde e bem-estar. 

Já no entendimento da autora sênior do estudo, a professora Antonieta Medina-Lara, a solidão já se tornou um problema social considerado como impacto na saúde mental.

As descobertas indicam a possibilidade de haver implicações amplas e impactos negativos nos trabalhadores e na economia.

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