WhatsApp: Bolsonaro se revolta e toma atitude após acordo com o TSE

O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer uma reunião com representantes do WhatsApp do Brasil para discutir um acordo entre o aplicativo de mensagens e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele revelou seus planos em entrevista à CNN Brasil.

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WhatsApp
Bolsonaro quer se reunir com o WhatsApp (Imagem: Anton no Pexels)

“Falei com o Fábio Faria [ministro das Comunicações] e ele vai falar com um representante do WhatsApp no ​​Brasil para explicar [o acordo]. […] Se ele [WhatsApp] pode fazer um acordo com o TSE, ele também pode fazer um acordo comigo, por que não?”, disse o presidente, que passa o feriado de Páscoa no Guarujá, no litoral de São Paulo.

O acordo entre o aplicativo e o TSE refere-se à implementação de um novo recurso da plataforma da empresa Meta, com sede nos EUA, que visa criar uma rede “comunitária” – potencialmente reunindo milhares de pessoas e expandindo o compartilhamento de mensagens.

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A Justiça Eleitoral do Brasil pediu mudanças no mensageiro em meio a preocupações de que a ferramenta ajude a facilitar a produção e divulgação de notícias falsas, conteúdo de ódio e outros crimes potenciais durante a eleição deste ano, na qual Bolsonaro está concorrendo à reeleição.

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O chefe do Executivo Federal não gostou da notícia e atacou o aplicativo e ministros no Tribunal Superior Eleitoral durante um passeio de moto durante o feriadão da Semana Santa. O governante também disse que o acordo não seria honrado (embora não tenha poder para revogá-lo).

“Adianto para vocês o que aprendi esta manhã. Isso é simplesmente inaceitável, inaceitável e impensável. O WhatsApp deu início a uma nova política para o mundo, mas particularmente restritiva para o Brasil. Este é o Supremo Tribunal Eleitoral após acordo com três ministros”, disse o presidente.

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Durante o passeio de moto com cerca de 120 quilômetros da capital paulista até Americana, Bolsonaro criticou o WhatsApp nas mesmas circunstâncias e pelos mesmos motivos.

“Isso é o que o WhatsApp faz globalmente… sem problemas. Agora, abrir uma exceção para o Brasil? É inaceitável, inaceitável”

Bolsonaro também considerou sua “obrigação de jogar dentro das quatro linhas da [constituição]” em seu discurso e sinalizou sua relutância em fazer um avanço institucional.

A motociata contou com a presença do ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, candidato da bancada republicana ao governo de São Paulo.

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