Alface “espacial” pode ajudar mundo a combater osteoporose

A NASA está se preparando para que seus astronautas viajem a Marte durante a década de 2030 em uma missão de vários anos que pode afetar sua saúde e uma alface cultivada no espaço pode ser a solução.

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(Imagem: Pixabay)

Entre os problemas de saúde experimentados pelos astronautas ,está a perda de densidade óssea, em média cerca de 1% de sua massa óssea para cada mês passado fora do planeta.

Agora, os especialistas criaram uma nova alface transgênica que produz um hormônio estimulante dos ossos que pode ajudar a proteger os astronautas contra essa perda. A planta poderosa pode até ajudar a proteger as populações da Terra em lugares com recursos limitados contra a osteoporose.

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Os pesquisadores estão apresentando os resultados de seu estudo nesta semana em uma reunião da American Chemical Society.

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“Neste momento, os astronautas da Estação Espacial Internacional têm certos regimes de exercícios para tentar manter a massa óssea… Mas eles normalmente não ficam na Estação Espacial Internacional por mais de 6 meses”, disse Kevin Yates, estudante de pós-graduação que está apresentando o trabalho na reunião.

Uma missão a Marte, no entanto, seria muito mais longa. Uma nave espacial levaria cerca de 10 meses para chegar lá, os pesquisadores passariam cerca de um ano no planeta estudando-a e depois teriam outra viagem de 10 meses para casa.

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A missão de 3 anos pode deixar os astronautas vulneráveis ​​à osteopenia e, mais tarde, à osteoporose”, alertam os pesquisadores.

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Estação Espacial Internacional (Imagem: Reprodução/NASA)

Servindo também para fabricação de medicamentos

Os medicamentos existentes para estimular a formação óssea podem ajudar a restaurar a massa óssea, mas requerem injeções diárias e seriam impraticáveis ​​para transportar e armazenar durante uma missão espacial.

De acordo com os pesquisadores, a solução é que os astronautas carreguem pequenos transgênicos – milhares dos quais cabem em um frasco do tamanho do seu polegar – e depois os cultivem como alface comum.

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Mas o problema é que os astronautas precisariam comer cerca de 380 gramas, ou cerca de oito xícaras, de alface diariamente para obter uma dose suficiente do hormônio,  – assumindo cerca de 10% de biodisponibilidade.

Os próximos passos são tentar aumentar a quantidade do hormônio de crescimento ósseo na alface e testar o quão bem ela cresce na Estação Espacial Internacional, para verificar se ainda produz a mesma quantidade do hormônio que na Terra.

Os pesquisadores dizem que ainda não provaram a alface, porque sua segurança não foi estabelecida, mas preveem que terá um sabor muito semelhante ao da alface normal.

Eles esperam que, quando enviarem astronautas a Marte, as plantas sejam usadas regularmente para produzir produtos farmacêuticos e outros compostos benéficos para saúde.

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