Cientistas desenvolvem implante cerebral para paciente paralisado

A tecnologia pode ser uma grande mudança para pessoas sem os movimentos ou controle dos músculos que não conseguem se comunicar. Está em estudo um implante cerebral que permite comunicação de paciente paralisado. O projeto parece ser promissor.

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Dois médicos fazendo cirurgia delicada (Imagem: Olga Guryanova/Unsplash)
Com o estudo concretizado, os implantes seriam um alívio para os pacientes (Imagem: Olga Guryanova/Unsplash)

Estudo publicado promete comunicação para pacientes totalmente paralisados

O avanço científico que pode mudar, radicalmente, a vida de pacientes totalmente paralisados foi publicado originalmente no Nature Communications. De forma resumida, seu título é “Interface ortográfica usando sinais intracorticais ativado por treinamento de neurofeedback auditivo”.

O estudo partiu como possibilidade de auxílio a pacientes com Escleros Lateral Amiotrófica (ELA), quem têm suas capacidades reduzidas de comunicação com o passar do tempo devido à degeneração do controle de seus músculos.

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A própria abertura do estudo realizado pelos pesquisadores Dr. Ujwal Chaudhary e Dr. Niels Birbaumer, e mais um bom número de colaboradores, explica o problema e a motivação que nortearam a pesquisa:

“Pacientes com esclerose lateral amiotrófica (ELA) podem perder todas as rotas de comunicação baseadas nos músculos à medida que a degeneração do neurônio motor progride e, em última análise, podem ficar sem qualquer meio de comunicação”. 

Reservas da comunidade científica

Aparentemente, ações no passado podem atrapalhar a receptividade dos estudos do Dr. Ujwal Chaudhary e Dr. Niels Birbaumer. Ambos foram denunciados há alguns anos com as alegações de “má conduta científica e ocultação de dados e informações” em estudos anteriores. A ação foi feita pela Fundação Alemã de Pesquisa, conforme publicação do NY Times.

Ainda segundo o jornal americano, as opiniões podem acabar divergindo entre outros membros do meio científico. Em declaração ao jornal, a pesquisadora de interface cérebro-computador na Universidade de Freiburg (Alemanha), dá a sua opinião: “Eu diria ser um estudo sólido.”

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A pesquisadora, contudo, não estava envolvida no estudo e estava ciente dos trabalhos anteriormente retraídos.

No outro lado da moeda, alguns pesquisadores ficam com o “pé atrás”, possivelmente pelo histórico anterior dos autores. Foi o caso do pesquisador da Universidade da Califórnia, Brendan Allison: “Este trabalho, como outros trabalhos de Birbaumer, devem ser tomados com uma enorme pedra de baixo valor, dada a sua história.” 

O próprio “crítico” americano já publicou um trabalho em 2017 onde sua equipe teria conseguido executar essa comunicação com pacientes totalmente paralisados. Ou seja, um “concorrente” direto dos pesquisadores do novo estudo.

Retirando opiniões adversas, o trabalho do Implante cerebral que permite comunicação é importante

Considerando ou não erros do passado, assuntos que estão sendo resolvidos judicialmente, não podemos tirar o mérito da pesquisa do Implante cerebral que permite comunicação para pacientes totalmente paralisados.

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Sendo confirmada a viabilidade do estudo, isso pode acelerar e muito a criação de métodos ou aparelhos melhores e mais baratos para pacientes totalmente paralisados por essa categoria de doenças, voltando a ter a possibilidade de se comunicar o melhor.

Observando todo o cenário, podemos chegar a uma conclusão: com tropeços, erros, questões judiciais, a ciência sempre está no caminho do progresso.

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