Empresas de tecnologia demitem em escala nunca vista

Os dados foram comparados com o início do período de demissões nas empresas de tecnologia no início da pandemia de 2020. Existe algum motivo específico ou é apenas uma situação vivenciada pelo mercado de uma forma geral?

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Vagas de emprego em tecnologia, comunicação e mais; confira
(Imagem: Freepik)

Exploração e baixo interesse nas pessoas guiam empresas de tecnologia

O mercado de trabalho está passando por momentos muito delicados, com reformulações, extinção de funções e falta de mão-de-obra para o exigido hoje. Após o início da pandemia, todo o processo foi acelerado de forma “obrigatória” com a redução de seguranças e direitos antes adquiridos pelos profissionais.

Desde o mês passado, com as oscilações de preços de papéis, aumento de taxa de juros e fusões entre empresas de tecnologia, a área tem acelerado ainda mais os processos demissionais. 

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Segundo o rastreamento de demissões em tecnologia (site que contabiliza as movimentações desde o início da pandemia), sessenta e seis empresas de tecnologia demitiram 16.800 funcionários em maio.

O resultado é superior as 13.600 demissões distribuídas por 52 empresas nos primeiros quatro meses de 2022 juntos, além de ser o maior número de funcionários cortados em um único mês desde maio de 2020 (degola pandêmica).

Os trabalhadores da área estão se sentindo enganados, em 2021, a luta foi absurda por talentos, com taxas de juros boas e as altas de ações do mercado. Após decidirem mudar de empresa, foram jogados no lixo como se não fossem nada.

O único compromisso das empresas de tecnologias são com elas mesmas, suas especulações e os valores finais de venda para absorção de lucros por seus fundadores, os funcionários são meros objetos usados para esse fim. Como não se sentir enganado com isso?

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Mercado tecnológico ainda é o mais competitivo

Apesar de todos os problemas criados pela falta de confiança nas direções das empresas de tecnologia, infelizmente, esse mercado ainda é o mais promissor de todos.

Imagine como não estão o restante dos postos de trabalho, se o maior campo do presente e futuro já trata seus componentes como pedaços de silício, não seres humanos.

A visão sobre uma possível piora do mercado não é compartilhada pelo chefe de pesquisa de recursos humanos da consultoria Gartner, Brian Kropp, em entrevista concedida ao NY Post

Segundo Brian, esse tipo de movimentação é visto em startups que estão bem no início e que devido ao investimento de alto risco, precisam dar retornos rapidamente, levando-os fazer cortes em massa de forma comum.

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Empresas maiores e mais consolidadas não tem o mesmo hábito, pois possuem lastro para “reter” seus talentos. O maior problema é que empresas mais robustas não demitiram, mas também congelaram novas vagas, oferecendo menos possibilidades. 

As vagas estão dispostas em maior número nas startups, porém, o risco de corte é mais alto. Como falamos antes, as relações de trabalho mudaram, ter e manter um emprego está mais próximo de uma banca de apostas com cálculos estatísticos do que apenas “vender o seu tempo”. 

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