Lula faz defesa polêmica sobre limites para a internet e é criticado

Lula defende limite para internet
Lula defende limite para internet e mídias digitais (Imagem: Twitter / @lulaoficial)
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O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), causou polêmica mais uma vez ao defender impor limites para internet. Segundo o petista, a internet hoje serve como meio de propagação de fake news. Ele ainda acusou o atual presidente e potencial adversário na eleição de 2022, Jair Bolsonaro (PL), de usas as redes sociais para atacar pessoas da oposição.

“Com a internet e as mídias digitais, tem que ter um limite porque a maldade tomou conta. Eu vou juntar os inernautas e as pessoas que entendem disso para discutir essa regulação”, disse o petista em uma entrevista para uma rádio de Minas Gerais, nesta terça-feira (22). “Tem muito aplicativo que nada tem de social por aí. As fake news de Bolsonaro não têm nada de social. As pessoas que não concordam com esse governo sofrem ataques à sua honra”, disse Lula.

Lula já havia sido altamente criticado pelo pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, João Doria, que acusou o adversário de defender a censura. O petista, por sua vez, retrucou.

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“Regulação de comunicação existe na Inglaterra, na Alemanha, nos Estados Unidos, se refere a atualizar a legislação deradiofusão, e é decisão do Congresso Nacional. Não é censura. Ninguém defendeu controle de conteúdo”, respondeu o ex-presidente ao afirmar que, na visão dele, o Brasil está atrasado em relação à regulamentação da mídia se comparado a outros países.

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Na entrevista, além de falar sobre a internet, vários outros pontos importantes foram discutidos. Lula também defendeu a regulamentação da imprensa. “Quando eu falo disso, a imprensa diz que é censura. Não é censura. Se tem alguém que sofreu censura nesse país fui eu”, afirmou.

Limites para a internet sempre causaram polêmica

Impor limites para a internet nunca foi uma ideia bem recebida no Brasil. O país já tem o Marco Civil da Internet, que tem como princípios essenciais “a garantia da liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento”; “a proteção da privacidade dos usuários e de seus dados pessoais”; e “a garantia da neutralidade da rede”.

Além de Dória, o também presidenciável Ciro Gomes (PDT) também tem criticado a postura de Lula. O pedetista avalia que essa posição é de alguém “tomado de ódio e vontade de se vingar”.

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“Acho um disparate de quem está tomado de ódio e vontade de se vingar. O controle da mídia já existe, chama-se controle remoto. Para um democrata, e eu não sou o mais querido da mídia, o único caminho é a liberdade absoluta. Quem não gosta do canal A, clica no botão e vai para o canal B, que é o que eu procuro fazer”, disse Ciro em evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide Ceará), na última segunda-feira (21).

*Com colaboração de Henrique Brinco, editor do Bit Magazine

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