Muito perigo digital no ano de 2022; ações hacker se tornam assustadoras, confira em nossa lista

O avanço da tecnologia é atrativo para os hackers que tentam a todo custo aplicar golpes de diversos tipos. O primeiro semestre de 2022 foi marcado por centenas desses ataques cibernéticos em diversos países, desde roubos de criptomoedas a invasão de dados de grandes companhias.

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Hacker agindo em local escuro (Imagem: Clint Patterson/Unsplash)
(Imagem: Clint Patterson/Unsplash)

Segundo o Wired,  esse ano tivemos muitos ataques cibernéticos de maior expressão e repercussão, mas é importante lembrar que desde a pandemia da Covid-19, em 2020, os ataques digitais aumentaram muito. O crescimento foi incentivado por uma nova realidade, com diversas pessoas e empresas precisando cada vez mais de ferramentas digitais.

1. Conflito entre Rússia e Ucrânia

A Rússia é acusada constantemente por ataques digitais contra a Ucrânia. A Ucrânia já sofreu diversos apagões, além do roubo de dados e o invasor luta uma guerra cibernética para dar suporte aos seus planos. O povo ucraniano tenta resistir de qualquer forma, seja no virtual como no combate físico.

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No dia 26 de fevereiro, o vice-primeiro-ministro e ministro da transformação digital da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, anunciou a criação de um exército cibernético voluntário.

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“Temos muitos ucranianos talentosos na esfera digital: desenvolvedores, especialistas cibernéticos, designers, redatores, profissionais de marketing. Continuamos a lutar na frente cibernética”, declarou ele pelo Telegram.

O conflito entre os países vai além, a Rússia também sofre ataques contra seus sistemas e interrupção de diversos serviços. Os responsáveis não são apenas ucranianos, os “aliados” do país invadido dão suporte a esse tipo de ataque, de forma oculta. 

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2. Lapsus$, os hackers do ransonware

Desde dezembro do ano passado, o grupo criminoso conhecido como Lapsus$ fez diversas empresas como vítimas de seus ataques, burlando a segurança roubando códigos-fonte e sequestrando dados valiosos contra a Nvidia, Samsung e Ubisoft, entre outras. No final de março, a polícia britânica prendeu sete pessoas que podem ter associação com o grupo.

“Tudo tem sido bastante errático e incomum. Minha sensação é que eles são uma operação talentosa, mas inexperiente. Se eles vão procurar expandir e trazer afiliados ou mantê-lo pequeno e enxuto, ainda não se sabe”, explicou Brett Callow, analista de ameaças da empresa de antivírus Emsisoft.

O ataque do grupo ao Ministério da Fazenda paralisou os negócios de importação e exportação da Costa Rica, causando perdas de milhões de dólares por dia. O ataque foi tão sério que o presidente do país declarou uma emergência nacional.

3. Ataques cibernéticos nas criptomoedas

Com o crescimento do mercado de criptomoedas e os recursos do seu gerenciamento, a tentativa de ataques são cada vez mais presentes. No final de março, o Lazarus Group da Coreia do Norte roubou cerca de US$ 540 milhões em stablecoin Ethereum e USDC da popular “ponte” blockchain Ronin.

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4. Contra provedores de assistência médica

Prestadores de serviços de saúde também têm sido alvo dos criminosos, criando urgências para atrair vítimas. A violação consiste em tomar banco de dados visando ganhar dinheiro por roubo de identidade e outros tipos de fraude financeira.

Em junho, o provedor de serviços Shields Health Care Group, com sede em Massachusetts, comunicou um golpe que afetou cerca de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Dados como nome, CPF, endereço, diagnóstico, informações médicas, fazem parte do registro roubado, incluindo números de seguro social dos pacientes.

5. Hackers em telecomunicações

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos divulgou que hackers apoiados pelo governo chinês roubaram dados de várias vítimas “confidenciais e estruturais”, incluindo grandes empresas de telecomunicações, dando alerta para melhorarem suas defesas digitais.

 “O comunicado detalha o direcionamento e comprometimento das principais empresas de telecomunicações e provedores de serviços de rede. Nos últimos anos, uma série de vulnerabilidades de alta gravidade para dispositivos de rede forneceu aos atores cibernéticos a capacidade de explorar regularmente e obter acesso a infraestruturas vulneráveis. Além disso, esses dispositivos são muitas vezes esquecidos”

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