PIX “sufoca” uso do cartão de crédito no Brasil

O PIX já é mais usado que cartão de crédito no Brasil. A pandemia de Covid-19 estimulou ainda mais a tendência para a digitalização dos meios de pagamento.

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PIX já é mais usado que cartão de crédito no Brasil.
PIX já é mais usado que cartão de crédito no Brasil. Imagem: reprodução

A crise sanitária impôs a necessidade de distanciamento social e impulsionou a adoção de métodos de pagamento que reduzem o compartilhamento de itens.

Esse contexto ajuda a explicar o cumprimento substancial do PIX criado pelo banco central em 2020, que já é o segundo meio de pagamento mais utilizado no país e, na verdade, está atrelado ao dinheiro.

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Pela primeira vez, o número de transações feitas com o Pix superou as feitas com cartões de crédito e débito. Ou seja, PIX já é mais usado que cartão de crédito no Brasil.

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A ferramenta foi criada em novembro de 2020 e agora responde por 20,61% do total de pagamentos no quarto trimestre de 2021. 17,15% no terceiro trimestre.

O segundo método mais utilizado foi o cartão de crédito, que representou 20,38% do total de negócios. Foi inferior ao terceiro trimestre, quando foi de 20,87%. O mesmo vale para os cartões de crédito, que passaram de 19,76% para 19,73%.

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O PIX já superou TED, DOC, cheques e boletos em 2021. Em números absolutos, ele registrou 3,89 bilhões de operações no quarto trimestre de 2021 (em comparação com 3,85 bilhões de débitos e 3,73 bilhões de créditos).

PIX já é mais usado que cartão de crédito; talvez até para parcelar

O novo sistema se consolidou como uma forma de fazer pagamentos em dinheiro sem cartão de débito, mas agora um novo recurso tenta oferecer uma alternativa aos cartões de crédito. Este é o PIX para pagamentos parcelados – ou PIX Garantido, o recurso nomeado pelo Banco Central.

Esta opção permite pagamentos parcelados a estabelecimentos comerciais utilizando o mesmo mecanismo de segurança dos pagamentos instantâneos em dinheiro.

O BC prevê que o recurso estará disponível no segundo semestre de 2022. Enquanto isso, algumas instituições financeiras entraram na briga e já liberaram parcelas por meio do Pix.

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Ao realizar uma compra, é exigido o valor disponível na conta ou o crédito do valor transferido, é determinado o prazo de vencimento e o número de parcelas, que podem ser parceladas em até 24 vezes.

As fintechs PicPay e a plataforma de pagamentos do Mercado Livre, Mercado Pago, também começaram a oferecer essa opção aos clientes. No PicPay, o usuário pode parcelar em até 12x com o “PIX com Cartão”. A taxa cobrada é de 3,99% por parcela.

Para solicitar o pagamento pelo PIX, a compra deve custar no mínimo R$ 100; o valor mínimo para parcelamento é de R$ 5. No Divide o PIX, além do IOF, são cobrados juros de 2,09% ao mês, e os clientes têm até 59 dias para começar a pagar as parcelas.

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