Quantidade de CO2 que precisamos retirar do ar até 2030 é absurda

Uma solução antes paliativa para tentar controlar ou reverter as mudanças climáticas do planeta ganha urgência. Especialistas alertam que a quantidade de CO2 que precisamos “filtrar” do ar é imensa para completar o objetivo e reduzir seus efeitos negativos no ambiente.

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Chaminés de fábricas poluindo ambiente (Imagem: Chris Leboutillier/Unsplash)
É preciso tirar esse CO2 do ar, rapidamente (Imagem: Chris Leboutillier/Unsplash)

A ideia é fantástica, mas a realidade ainda é pequena para a quantidade de CO2

O nosso comportamento social já afeta o meio ambiente há muito tempo. Desde a revolução industrial, a escala cresceu tanto que hoje está fora de controle. 

Sejam hábitos ruins de consumo da população global, que levam fábricas a ampliar sua agressão ao ambiente para cumprir demanda, ou por inciativa da própria indústria — que busca aceleradamente otimizar suas produções por um baixo custo, ampliando suas margens de lucro —, a consequência é a mesma.

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O método sugerido para “amenizar” as consequências seriam com instalações de centros de “captura de ar”, realizando a filtragem ao retirar o CO2 presente, devolvendo um ar menos danoso a atmosfera.

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A ideia ainda não tem amplo apoio, mas é inevitável a obrigatoriedade por criar formas de combater as mudanças climáticas, segundo um relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU.

Apesar das iniciativas, o volume atingido pela prática está muito abaixo do necessário para o ano de 2030, momento crucial na cruzada climática humana.

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Para os especialistas, se não alcançarmos as metas, poderemos ter consequências já com o status “irreversível”.

É preciso maior esforço ao remar contra a correnteza para evitar o precipício

Deixamos o “barco” do meio ambiente rumar sozinho pela correnteza por muitos anos. Agora, medidas mais drásticas são necessárias para evitar o precipício que está logo ali, segundo os especialistas.

Apesar de o processo já ter iniciado, ainda é muito pequeno o volume “máximo possível” de extração do CO2 presente no ar. Em atividade, existem poucos centros atuando (18) para a função. 

A Agência Internacional de Energia (AIE), também fez um relatório abordando a quantidade, de fato, necessária para extração e seus prazos máximos, somente desta forma o objetivo seria parcialmente completado — a outra parte depende da redução na emissão de CO2.

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O relatório da AIE foi pragmático:

“No Cenário de Emissões Zero da AIE até 2050, as tecnologias de captura direta de ar precisam alcançar a meta de 85 Mt de CO2 em 2030 e cerca de 980 Mt em 2050, exigindo uma grande e acelerada escalada no processo que atende 0,01 Mt de CO2 hoje”

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