Retorno do homem à Lua seria impossível sem essa ferramenta espacial completamente nova

A NASA lançou nesta última terça-feira (28), em uma parceria com a Rocket Lab, o CAPSTONE, um pequeno CubeSat (uma mistura em inglês que se refere a um satélite cúbico) em direção à Lua. O fato de tudo ter sido feito a bordo de um foguete utilizando baterias como propulsor já é uma novidade incrível, mas a missão da CAPSTONE é muito mais significativa do que isso.

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missão da CAPSTONE
Missão da CAPSTONE é garantir que a órbita escolhida para o LOP-G é estável (Imagem: Reprodução / NASA)

Pesando apenas cerca de 25 kg e tendo um tamanho equivalente a um micro-ondas, o pequenino carrega consigo a importante missão de testar uma órbita lunar que pode ser fundamental para os planos da agência de levar seus astronautas ao satélite e viagens mais longas no espaço

A missão da CAPSTONE é fundamental para o homem ir à Lua

A CAPSTONE não é a primeira missão direcionada à Lua, mas seu objetivo é um dos mais importantes. O satélite vai ser o primeiro a testar a estabilidade da órbita lunar escolhida para a Plataforma Orbital Lunar, ou Gateway (traduzido para Portão, ou Portal).

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O nome técnico para a nova órbita é chamado NHRO (órbita de halo quase retilínea). Ela tem uma aparência oval e deve seguir a Lua numa forma consistente onde uma parte fica próxima ao satélite enquanto a outra se encontra bem distante.

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órbita de halo quase retilínea missão da CAPSTONE
Representação do NHRO (Imagem: Reprodução / NASA)

A NASA parece bem animada com os testes, que a propósito tem dado certo até o momento. Nenhum problema foi encontrado durante o lançamento da CAPSTONE e nem nos momentos iniciais da sua órbita à Terra.

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Nossa missão #CAPSTONE foi lançada para testar um novo tipo de órbita lunar, abrindo uma trilha que ajudará a levar as missões #Artemis à Lua: https://go.nasa.gov/39VWll0”, disse a NASA em seu perfil do Twitter.

O que é o Gateway?

O Gateway, também conhecida como LOP-G (do nome em inglês Lunar Orbital Platform – Gateway), será a estação espacial que vai orbitar a Lua servindo de centro de comunicações e estação espacial para missões mais afastadas, como, por exemplo, as que serão destinadas a Marte.

A estação, movida a energia solar, é liderada pela NASA em uma colaboração internacional e parceiros comerciais. Uma vez pronta ela deve contar com o próprio laboratório, módulos de habitação e área destinada a rovers e robôs, servindo como um ponto de parada para missões exploratórias tripuladas e não tripuladas.

Além disso, ela será essencial para o funcionamento da base Artemis, que levará de fato os astronautas da NASA de volta à Lua, que vai ser construída no polo norte da superfície lunar. 

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