TikTok pode induzir adolescentes a desenvolver tiques e outros transtornos

Problemas de saúde relacionados ao uso excessivo de redes sociais ou aplicativos de qualquer espécie não são novidade para os usuários mais atentos. Agora, os danos são mais específicos. Entenda como o TikTok pode induzir adolescentes a desenvolver tiques e outros transtornos.  

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Duas Jovens assistindo vídeos no smartphone (Imagem: Shingi Rice/Unsplash)
Fenômeno social com características de Tourette podem ser excesso de exposição (Imagem: Shingi Rice/Unsplash)

Parece piada, mas não é: o TikTok pode desenvolver tiques

O nome “tique” é popular, mas entre os médicos e acadêmicos o correto seria “distúrbios neurológicos funcionais”. O problema vem crescendo após o início da pandemia, momento em que os adolescentes ficaram com tempo excessivamente vago para usar as plataformas. 

Segundo a informação do The Wall Street Journal, os casos relatados por médicos são crescentes, com jovens apresentando distúrbios vocais, movimentos aleatórios fora de hora, características peculiares de outra doença correlacionada aos sintomas.

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Médicos entrevistados pelo NY Post afirmam que está próxima uma “epidemia” de algo como a Síndrome de Tourette, mas por indução. Segundo eles, a maioria dos jovens que estão apresentando o problema assistem muitos vídeos na plataforma, postados por usuários que portam de fato a síndrome.

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O fenômeno não é natural. Inclusive, é observado pelos médicos como sendo “bizarro”. Adolescentes que não apresentam o quadro clínico, mas começam a executar os movimentos físicos e vocais involuntários, sem “explicação aparente”.

TikTok e transtornos: estudo em andamento para analisar casos

A questão de que o TikTok e transtornos poderem estar conectados chamou tanto a atenção que pesquisas já estão sendo desenvolvidas para saber se existe ou não correlação no aumento de casos. O excesso de exposição aos conteúdos da plataforma, principalmente, de usuários possuidores da síndrome pode causar reações coletivas.

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A principal pesquisa foi da Sociedade Internacional de Parkinson e Distúrbios Motores, publicada em julho do ano passado. A sua conclusão: o estudo não indica uma ligação dos fatos com a síndrome conhecida, mas sim um fenômeno de característica social, podendo ter como causa o excesso de exposição ou outro fator desconhecido: 

“Os tiques do TikTok são distintos do que é normalmente visto em pacientes com síndrome de Tourette, embora compartilhem muitas características com tiques funcionais. Acreditamos que este seja um exemplo de doença sociogênica em massa, que envolve comportamentos, emoções ou condições que se espalham espontaneamente por um grupo.”

No outro lado das “investigações”, o TikTok vem se defendendo ao alegar ter entrado em contato com especialistas que definiam o aumento do distúrbio em um determinado grupo ou segmento – como sem relação de causalidade com a doença principal e conteúdos feitos por portadores da síndrome.

Pode até ser que não tenha relação com a síndrome de Tourette, mas o “fenômeno sociogênico” criado a partir da repetição do que se vê, pode estar ligado a mudanças comportamentais, feitas com a ajuda de todas as redes sociais.

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