Vivo desembolsará fortuna bilionária em 2022 em obrigações 5G

 

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Vivo desembolsará bilhões pelo 5G (Imagem: Reprodução: Pixabay)
Vivo desembolsará bilhões pelo 5G (Imagem: Reprodução: Pixabay)

A Anatel abriu licitação para quatro lotes de atuação Nacional e a Vivo arrematou o direito de uso por 20 anos. A empresa irá desembolsar R$ 2,7 bilhões em 2022, para cumprir suas obrigações do leilão do 5G no Brasil.

O comprometimento inclui contribuições para a Entidade Administradora da Faixa (EAF), construção privativa da rede do governo, rede de fibra na região Amazônica e a conexão de escolas. O quarto lote poderia ser finalizado por outra empresa, entretanto, ninguém se interessou.

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Por isso, a Anatel dividiu quatro partes de 20 MHz para uma nova licitação – dentre elas, a Vivo deu seu lance garantindo seu espectro. Sendo assim, a Vivo agora possui 100 HMz na frequência de 3,5 GHz em todos os estados brasileiros, além de operar com 5G que permite ondas rápidas.

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Vivo direciona investimentos para 5G no Brasil

Os investimentos serão concentrados neste ano, com valores menores que serão desembolsados até 2024. A Vivo no quarto semestre de 2021 contabilizou mais de R$4,5 bilhões referentes às licenças e obrigações do leilão. Disso, serão pagos R$900 milhões dentro de 20 anos, que se referem às licenças.

O diretor de finanças da Telefônica, David Melcon Sanchez-Friera, em uma conferência de resultados, afirmou:

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“Desses R$4,5 bilhões, R$3,6 bilhões tem a ver com as obrigações, sendo assim, não vão impactar o capex futuro, pois já estão reservados e são considerados na dívida financeira.”

Segundo o executivo, o nível de investimentos da Vivo permanecerá no mesmo nível dos últimos anos. A diferença é que os subsídios não serão direcionados para a tecnologia 4G e sim para a 5G. A companhia investiu algo próximo a R$8,7 bilhões só em 2021.

Outras aquisições da Vivo

A Telefônica, dona da Vivo, registrou um lucro líquido de R$6,2 bilhões no ano passado – o que relacionado a 2020, é um aumento de mais de 30%. O fluxo de caixa livre chegou a R$7,4 bilhões, o que permitiu a posse dos ativos móveis da Oi, com recursos próprios.

Sendo assim, com a concordância da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a transação será concluída nos próximos meses, afirmou Christian Gebara, diretor-presidente da Telefônica.

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A companhia pagará mais de R$5 bilhões pela Oi Móvel, ganhando assim 2.700 estações rádio base e 10,5 milhões de clientes, e das bases, 50% deverão ser vendidas, segundo o acordo feito com a Cade.

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