WhatsApp disse “não” à pedido de Bolsonaro

Em reunião com representantes do WhatsApp, um dos aplicativos de mensagens instantâneas mais utilizados no mundo, o presidente Jair Bolsonaro insistiu em seu pedido de que a rede social liberasse o recurso Comunidades, que deve aumentar o alcance dos grupos da plataforma. 

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Imagem: Webster2703 por Pixabay

A ferramenta em questão, Comunidades, é um novo recurso que a plataforma anunciou estar desenvolvendo para aumentar em pelo menos 10 vezes o alcance dos seus grupos (que até o momento só suportam menos de 300 pessoas).

Segundo fontes do Palácio do Planalto, o WhatsApp disse “não” ao pedido do presidente.

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O principal motivo para a reunião foi que se deu a entender que o lançamento da Comunidades havia sido remarcado para depois das eleições devido a um acordo entre a empresa e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

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“É importante ressaltar que, como já previamente informado em uma reunião entre o então presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, e o CEO do WhatsApp, Will Cathcart, o WhatsApp não implementará nenhuma mudança significativa do produto no Brasil antes das eleições”, divulgou a empresa.

Notícia que não agradou em nada o chefe do Palácio do Planalto, que chegou até a comentar que pretendia fazer um acordo direto entre o governo federal e a plataforma.

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Bolsonaro dizia ter conversado com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para marcar uma reunião com os responsáveis pelo WhatsApp no Brasil.

Não vai ser um acordo com o TSE que o WhatsApp vai fazer e vai impor a toda a população brasileira (…) no Brasil, ou o produto [WhatsApp] está aberto para todo mundo ou tem restrição para todo mundo”, disse o presidente.

WhatsApp disse que decisão foi global

Durante a reunião, que aconteceu na última quarta-feira (27), Bolsonaro então pediu que a ferramenta fosse lançada antes das eleições. Pedido que os representantes da plataforma negaram. Segundo eles essa foi uma decisão global, e não teria a ver apenas com o Brasil.

O aplicativo está sendo preparado para receber uma série de atualizações e novos recursos que só devem chegar no fim do ano. Ainda não satisfeito com a resposta, o presidente então pediu que pelo menos fossem iniciados testes do recurso aqui no Brasil ainda neste ano, mesmo que não fosse liberado antes das eleições.

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Esse pedido parece ter sido respondido com um “talvez”, mas caso os testes realmente ocorram, os executivos comentaram que seria algo em pequena escala.

Bolsonaro ainda aproveitou a oportunidade para criticar o TSE, afirmando que a empresa era livre para fazer o que quisesse e que o TSE não teria o direito de regulamentá-la.

Uma coisa é certa: o repentino interesse de Bolsonaro pelo WhatsApp, e principalmente pela nova ferramenta do aplicativo é bem intrigante, afinal não faz sentido o presidente se envolver nesse tipo de questão.

E você? O que acha do posicionamento de Bolsonaro nesse caso? Comenta aí! Para saber mais detalhes sobre o novo recurso, você pode dar uma olhada neste artigo!

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