iFood entra na mira da Justiça após denúncia grave

O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo abriu uma investigação preliminar sobre denúncias contra o aplicativo de delivery iFood. As acusações tiveram como base uma reportagem com o objetivo de reunir detalhes sobre uma campanha financiada pelo aplicativo para impedir que os entregadores se mobilizassem para melhorar as condições de trabalho.

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iFood entra na mira da Justiça após denúncia grave
iFood entra na mira da Justiça após denúncia grave (Imagem: Freepik)

A Agência Pública foi quem divulgou a denúncia envolvendo a campanha de marketing. O procurador Yuri Corrêa Luz determinou que o iFood e representantes das empresas QI Marketing e Benjamin Comunicação fornecessem suas respectivas versões dos fatos no prazo de 15 dias.

Durante o mesmo período, eles também deverão apresentar cópias de documentos de supostos contratos firmados entre as empresas investigadas. Suspeitas do Ministério Público Federal indicam que o iFood pode ter violado direitos dos trabalhadores.

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Ações do tipo podem violar os direitos humanos, bem como os direitos à informação, à verdade, à liberdade de associação, reunião e manifestação e à liberdade de gozar de condições justas de trabalho.

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Em seu boletim, o procurador Yuri Luz disse ainda que a reportagem mostrou que o iFood realizou uma contrapropaganda para desmobilizar as reivindicações dos trabalhadores.

Além disso, os promotores enfatizaram que a condução do pedido pode ter afetado a compreensão do público sobre os requisitos do correio.

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O iFood pode ter contratado agências de publicidade para se infiltrar no movimento social dos entregadores de aplicativos de diferentes formas.

Investigação do iFood: o que a empresa disse?

Se tais notícias se confirmarem, esse conjunto de táticas também poderá afetar a percepção de todos os usuários dessas plataformas sobre os temas discutidos pelos entregadores, principalmente aqueles que utilizam os serviços prestados pelo iFood.

Em um “esclarecimento” postado em seu site no último dia 10 de abril, o iFood disse que “em nenhuma hipótese atuou ou autorizou fornecedores ou funcionários a desmobilizar as manifestações de entregadores, nem as contas dos manifestantes nunca foram bloqueadas”.

O iFood também informou que contratou uma consultoria profissional para “investigar se funcionários ou fornecedores violaram o Código de Conduta e Ética da empresa” e rescindiu o contrato com a agência de comunicação citada na denúncia.

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Os relatores do processo devem apresentar um parecer em até 30 dias, segundo a assessoria de imprensa do Conar. As medidas não têm força legal e o conselho não tem poder para decidir sobre multas.

Em geral, porém, as reprimendas e advertências dos sujeitos publicitários costumam ser respondidas pelos anunciantes e agências de publicidade e utilizadas como referência para o mercado brasileiro e para anúncios e campanhas futuras.

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