Rússia bloqueia acesso ao Google News por motivo bizarro

O órgão regulador de comunicações da Rússia, Roskomnadzor, bloqueou o uso e funcionamento do Google News no país. A atitude foi tomada em meio a acusações de que o serviço de notícias tem divulgado fake news a respeito da guerra contra a Ucrânia. 

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Rússia bloqueia de vez acesso ao Google News
Rússia bloqueia de vez acesso ao Google News. (Imagem: Pixabay)

As informações são da agência de notícias, Interfax. Na oportunidade, a Globalcheck também informou que o site do Google Play também não está disponível na Rússia.

De acordo com o órgão regulador, o site forneceu acesso a diversas publicações que, para o governo russo, não são consideradas autênticas ou relevantes para o curso do que o país insiste em chamar de “operação militar especial” no território da Ucrânia. Ou seja, por lá, não se pode chamar a Guerra de “guerra”.

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Neste sentido, no início de março o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou uma lei que determina até 15 anos de prisão para qualquer cidadão que espalhar fake news sobre os militares russos. Em contrapartida, o Google News publicou uma nota que diz:

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“Algumas pessoas estão tendo dificuldades para acessar o aplicativo e o site do Google News na Rússia e que isso não se deve a nenhum problema técnico de nossa parte”, explicou a empresa.

Google News foi pego de surpresa

A decisão do regulador russo foi tomada logo após o Google comunicar que não ajudaria sites, aplicativos e canais do YouTube na comercialização de anúncios ou qualquer outro conteúdo capaz de estimular a exploração, descarte ou que tolere o conflito na Ucrânia. A princípio, a empresa já havia anunciado que deixaria de vender todos os anúncios online na Rússia. 

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À Reuters, o porta-voz do Google, Michael Aciman, afirmou que a empresa tem tomado todas as medidas adicionais cabíveis em prol do esclarecimento de determinados casos, com o propósito único de expansão das diretrizes de monetização vinculadas à guerra na Ucrânia.

Além disso, todo e qualquer anúncio não será mais exibido ao lado de qualquer alegação que, de alguma forma, possa responsabilizar as vítimas pela própria tragédia. 

O mesmo vale para alegações de que a Ucrânia tem cometido genocídio ou esteja atacando os próprios cidadãos. Anúncios com o propósito de capitalizar eventos sensíveis à guerra também foram proibidos. 

Rússia já censurou diversos veículos de comunicação

Vale lembrar que, no dia 16 de março, o regulador da Rússia já havia bloqueado cerca de 15 veículos de comunicação. Páginas online do veículo investigativo Bellingcat, de jornais locais russos e outros baseados em Israel e na Ucrânia permaneceram inacessíveis sem uma rede privada virtual (VPN). 

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No que compete aos sites com sede na Rússia que também foram bloqueados, estão o canal independente Kavkazki Ouzel, responsável por cobrir o Cáucaso, e outro canal regional baseado nos Urais. O regulador também suspendeu o acesso a outros dois canais denominados russófonos baseados em Israel, onde existe uma comunidade significativa que migrou da antiga União Soviética, o 9 TV Channel Israel e o Vesty Israel.

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