WhatsApp: Polêmica com Bolsonaro pode adiar grande lançamento

O MPF de São Paulo (Ministério Público Federal) questionou a possibilidade dos Megagrupos do WhatsApp serem adiados para início de 2023. A ferramenta deverá se chamar “Comunidade”, mas provavelmente só ficará disponível aos brasileiros após as eleições.

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WhatsApp tem restrição mais dura para encaminhamento de mensagens
Megagrupos do WhatsApp podem entram em xeque após apelo do MPF. (Imagem: Pixabay)

A “comunidade” funcionará como um “guarda-chuva” cobrindo diferentes grupos sobre o mesmo tema. O recurso chamou a atenção das autoridades brasileiras, que estão preocupadas com a disseminação de notícias falsas.

A empresa disse que só lançaria os Megagrupos do WhatsApp no Brasil após a eleição. A plataforma enviou a mesma mensagem ao então presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Roberto Barroso, em fevereiro.

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Em carta à plataforma, o MPF questionou se era possível adiar a liberação do recurso até 2023, “considerando o potencial aumento da viralidade de conteúdos falsos que podem colocar em risco o direito fundamental dos cidadãos à participação política integridade do sistema democrático”.

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A promotoria citou a invasão do Capitólio dos EUA, que ocorreu após a eleição, mas antes da posse presidencial.

Vale lembrar que o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem sendo frequentemente acusado de utilizar o mensageiro para manipular a base eleitoral. Nos últimos dias, ele se mostrou irritado com o acordo do app com o TSE e disse que iria cobrar explicações da empresa.

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MPF quer saber detalhes de nova ferramenta

O MPF também pediu à plataforma que explique a influência da “comunidade” no combate à desinformação dentro da plataforma, e o que o WhatsApp planeja fazer para “compensar” o risco de flexibilizar as restrições ao compartilhamento de conteúdo viral dentro do aplicativo.

Os Megagrupos do WhatsApp podem levar a uma redução significativa nas atuais restrições ao encaminhamento de mensagens para seus usuários e violar as diversas medidas que a plataforma listou junto ao Serviço Público Federal como solução para o abuso de promoção em massa de potencialmente não informativos. comportamento do conteúdo, o desempenho nesse sentido pode afetar a avaliação geral da plataforma no âmbito da investigação civil pública em curso.

O MPF deu ao WhatsApp 10 dias para responder. Um porta-voz do WhatsApp disse que a plataforma não comentaria o assunto.

Megagrupos do WhatsApp: Brasil terá recursos até as eleições

Em breve, será mais fácil organizar grupos no WhatsApp. A empresa começou a testar um recurso chamado Comunidades. Segundo o mensageiro, a ideia é organizar discussões temáticas dentro do aplicativo e reunir grupos sob o tema “guarda-chuvas”.

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Em um comunicado à imprensa, o WhatsApp disse que começaria a testar em vários países além do Brasil nos próximos meses. O motivo envolve a eleição de 2022.

Em reunião no final do ano passado, o CEO da companhia, Will Catchart, disse ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que não faria grandes mudanças na plataforma durante as eleições brasileiras.

Não custa lembrar que o WhatsApp foi usado para divulgar fake news durante as eleições de 2018, então os megagrupos devem esperar esse momento passar.

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