A realidade virtual no ensino superior substituirá as aulas práticas?

O Bit Magazine foi atrás de respostas para uma pergunta que tira o sono dos professores: a realidade virtual no ensino superior poderá substituir as aulas práticas? O tema foi abordado no Dia Internacional da Educação em evento sobre a forma híbrida de ensino.

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(Imagem: Xr Expo/Unsplash)

O conceito de metaverso vai absorver os professores e laboratórios físicos?

Isso é mentira, mas a dúvida pode atingir muitos professores que acabam ficando receosos e passam a evitar as atualizações metodológicas de ensino para “proteger” seus empregos. Não é para tanto. A educação híbrida, como o nome já diz, define a mistura ou união de métodos diferentes para o melhor aprendizado do aluno.

Os professores podem ficar tranquilos, porque as novas tecnologias de forma alguma vieram para substituí-los e nem limitar os espaços de laboratórios físicos (tão necessários na formação de profissionais de ensino superior).

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Segundo os especialistas, os laboratórios têm custos para efetuar os experimentos, sejam de materiais como a escassez para repetir os mesmos experimentos individualmente com cada aluno.

Com a virtualização desses laboratórios, cada estudante poderá realizar o experimento individualmente de maneira virtual. E o melhor: quantas vezes achar necessário para consolidar o conhecimento passado pelo professor.

A realidade virtual serve como opção para ampliar as possibilidades em aula, e não substituir a explicação, acompanhamento e avaliação do professor em relação a cada aluno.

Os humanos sempre criaram os conhecimentos, inclusive as máquinas, e ao que parece continuaremos aprendendo com semelhantes de nossa espécie.

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Opções de ensino com realidade ampliada ou virtual enriquecem o aprendizado

Quando pensamos em educação híbrida, o foco não pode estar no ensino, mas sim no aprendizado do aluno. O aluno que deve aprender o melhor possível junto ao professor com todas as ferramentas disponíveis. O professor é fundamental, porém, o mais importante que ensinar é o aluno aprender de fato.

Para o fellow de inovação de Harvard, Gustavo Hoffmann, “é injusto que os professores se tornem gargalos de ensino”. O processo de mudança cultural no ensino que deve ser priorizado e isso depende inteiramente das instituições e professores.

Gustavo cita a busca por metodologias mais ativas, por exemplo, “a sala de aula invertida”, onde os alunos ativamente fazem perguntas, testam e questionam os resultados junto ao professor, movimento inverso das aulas “tradicionais”. 

A realidade virtual (metaverso) no ensino superior facilita esse processo. Sem um alto custo de manutenção, os alunos ficam mais livres para investigar e por consequência instigar o professor a dedicar mais tempo aos estudantes, melhorando significativamente a qualidade das aulas e o aprendizado.

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