Inteligência artificial revolucionária prevê doenças em cães

Um grupo de veterinários e pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA), descobriram uma nova inteligência artificial capaz de prever doenças em cães. A técnica tem foco na leptospirose, que acomete milhares de animais pelo mundo, especialmente os que vivem nas ruas. 

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Inteligência artificial prevê doenças em cães
Inteligência artificial prevê doenças em cães. (Imagem: Freepik)

Após vários meses de estudos e testes de modelos distintos, a equipe de estudiosos conseguiu desenvolver métodos tradicionais de teste, possibilitando a identificação precoce e precisa da doença. A descoberta vista como inovadora foi publicada em uma edição do Journal of Veterinary Diagnostic Investigation.

A leptospirose, foco do estudo, é uma doença que acomete cães através de hábitos simples e que podem parecer inofensivos, como beber uma água contaminada pelas bactérias leptospirosas.

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Quando a bactéria se instala no organismo, ela pode causar insuficiência renal no cão, doença hepática e sangramento intenso nos pulmões. Os efeitos severos da doença indicam como a detecção precoce pode ser o diferencial que pode tirar o animal do limbo entre a vida e a morte. 

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Inteligência artificial é treinada em exames de sangue

De acordo com a autora principal do estudo e especialista em medicina interna, Krystle Reagan, os testes tradicionais de leptospirose carecem de sensibilidade logo no início do processo de desenvolvimento da doença. Neste sentido, pode ser que a detecção dure mais de duas semanas em virtude da necessidade de demonstrar o aumento no nível de anticorpos por meio de uma amostra de sangue. 

Desta forma, o modelo de inteligência artificial tende a eliminar esses dois bloqueios de estrada para um diagnóstico ágil e preciso. Segundo informações do portal Phys, a pesquisa foi respaldada em dados históricos de pacientes do Hospital Veterinário de Medicina da universidade, os quais haviam sido submetidos a testes de leptospirose.

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Na ocasião foram realizados vários exames de sangue em coletas de rotina em 413 cães, com o objetivo exclusivo de treinar um modelo de previsão de inteligência artificial. Um ano mais tarde, o hospital realizou o tratamento em outros 53 cães com suspeita de leptospirose.

Foi então que o modelo conseguiu identificar minuciosamente todos os nove cães que testaram positivo para a doença, comprovando 100% da sensibilidade desse modelo. 

Outra alternativa teve o poder de identificar corretamente cerca de 90% dos 44 cães na última fase de análise, os quais foram negativados. No geral, o propósito dos cientistas é que o modelo se torne um recurso online podendo ser usado por veterinários através da inserção de dados dos pacientes, para então, receberem uma previsão oportuna. 

“A tomada de decisões clínicas baseadas em inteligência artificial será o futuro para muitos aspectos da medicina veterinária. Estamos comprometidos em colocar recursos por trás de empreendimentos de IA e estamos ansiosos para fazer parcerias com pesquisadores, filantropos e indústria para avançar nessa ciência”, ponderou o reitor da Escola de Medicina Veterinária da UC, Mark Stetter. 

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